Regras sanitárias

Novo normal nas escolas: saiba quais as mudanças serão implementadas na retomada

Governo publicou protocolo completo que prevê distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras, além de suspensão das atividades por 14 dias em caso de contaminação nas unidades

Por Lucas Morais
Publicado em 29 de setembro de 2020 | 19:05
 
 
 
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Uma semana após permitir o retorno das atividades presenciais nas escolas mineiras, o governo divulgou no fim da tarde desta terça-feira (29) o protocolo sanitário completo de retorno das aulas. Ao longo de nove itens, o documento detalha as principais medidas que devem ser adotadas pelas unidades de ensino para evitar a transmissão do coronavírus.

Para as cidades que estão na Onda Vermelha, é permitido apenas o funcionamento das aulas práticas dos cursos de Saúde com atendimento à população. Já na Amarela, está autorizado o retorno do ensino superior e na Verde as escolas da educação básica podem reabrir. A definição sobre o retorno ou não fica a critério das prefeituras municipais. 

Entre as principais medidas de segurança, estão o distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras nas salas de aula, além da permissão de uma pessoa a cada seis metros quadrados para evitar aglomerações nos fluxos de entrada das unidades – a metragem vale ao longo dos 28 primeiros dias de retorno. 

"Deverá ser garantido o cumprimento da obrigatoriedade de utilização de máscaras para acesso e permanência dos funcionários docentes e não docentes, de acordo com as recomendações, devendo ser observada a necessidade de troca de máscaras duas vezes a cada turno", informou o texto.

Critérios mínimos

Consideradas uma das ações mais eficazes de controle do vírus no ambiente, a higienização deve reforçada em todos os ambientes escolares. No caso das crianças, objetos e brinquedos devem ser desinfectados após cada uso. Também é recomendada a aferição das temperaturas dos alunos, professores e funcionários na entrada, sendo que pessoas com mais de 37,8ºC serão impedidas de acessar as dependências.

Já os banheiros precisam estar abastecidos com sabonete líquido, papel toalha e lixeira com tampa, sem contato manual. O protocolo estabelece ainda que deve ser evitado que vários alunos utilizem o espaço de uma só vez. Nos refeitórios, cada unidade deve organizar um cronograma de uso do espaço para evitar aglomerações, com distância mínima de 1,5 metro entre os estudantes e uso de apenas um terço da capacidade do espaço.

Local em que os profissionais têm contato próximo com as crianças, as orientações serão redobradas nas creches. "O uso rotineiro de máscara e de face shield/protetor facial deve ser feito apenas pelos profissionais, não sendo recomendado em crianças menores de dois anos", enfatizou o documento. Já os professores e funcionários do grupo de risco não podem retornar às atividades presenciais.

Transporte escolar

O protocolo do Estado também traz definições que devem ser seguidas no transporte escolar. O distanciamento entre os passageiros será de 1,5 metro, com o estabelecimento de um cronograma para levar os estudantes em rodízio até as escolas. A disponibilização de álcool em gel é recomendada pela Secretaria de Estado de Saúde.

As recomendações se estendem para os pais e responsáveis: entre os pontos, estão a necessidade de estarem atentos aos sintomas da Covid-19, além de evitarem cumprimentar pessoas, com aproximação física, que sejam fora do convívio domiciliar. "A família terá autonomia para decidir se levará ou não seus filhos para a aula presencial na rede estadual de ensino", completa.

Casos e surtos

Mesmo com o cumprimento de todas as medidas sanitárias, ainda há possibilidade de transmissão do coronavírus nas unidades, como ocorreu em escolas da França e da Coreia do Sul após a reabertura. Por isso, o documento determina que, se houve casos suspeitos ou confirmados entre os alunos, sejam da mesma sala ou de classes diferentes, as atividades presenciais serão suspensas por 14 dias e todos os contatos dos infectados monitorados ao longo desse período.

Nos municípios em que os trabalhos forem retomados, ainda deve ser criada uma comissão que vai auxiliar gestão local a elaborar um fluxo "de comunicação entre as escolas e as Unidades de Atenção Primária para que as ações de promoção da saúde e prevenção da transmissão do SARS-CoV-2 e comunicações de casos suspeitos e confirmados ocorram de modo efetivo".

Inspeções sanitárias

Outra recomendação é a elaboração de planos locais de reabertura das escolas para que todas essas regras possam ser cumpridas. Para isso, também será realizada uma inspeção sanitária antes do retorno dos estudantes. "É importante que o processo de inspeção ocorra periodicamente (plano de trabalho local), seja para a ampliação de exigências em casos de ampliação da transmissão da Covid-19 em determinadas escolas", finalizou.

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