Entenda

Ômicron x Influenza: saiba os sintomas e diferenças entre Covid e gripe

Avanço da variante ômicron e aceleração na transmissão do vírus Influenza A/ H3N2 confundem quem foi acometido pelas doenças

Por Simon Nascimento
Publicado em 05 de janeiro de 2022 | 13:31
 
 
 

O Brasil vive uma nova onda de casos da Covid-19 com o avanço da variante ômicron. Em meio ao aumento de casos do coronavírus, há também a epidemia de gripe, causada pelo vírus Influenza A/ H3N2. As duas doenças têm sintomas e transmissão similares. Saiba, abaixo, quais as características da Covid e da gripe. 

Covid-19 - variante ômicron 

Descoberta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em novembro de 2021, a ômicron ainda é alvo de estudos científicos para avaliar o comportamento do vírus após a infecção. Até o momento, o que se sabe, é que a doença não ataca tanto os pulmões, como registrado com as variantes Delta e Gama. Veja os sintomas: 

  • dores musculares; 

  • dor de cabeça;

  • dor de garganta; 

  • cansaço extremo,; 

  • febre; 

  • tosse seca e intensa; 

  • ‘coceira’ na garganta’;

  • secreção nasal; 

  • problemas estomacais (raro); 

Gripe 

Subtipo viral do Influenza, o H3N2 tem se disseminado pela população por não ter cobertura, ainda, na vacina ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo especialistas. A imunização deve ser garantida neste ano, com a atualização dos imunizantes. Até lá, é necessário usar máscara e manter atenção aos sintomas 

  • febre (mais intensa em crianças); 

  • dor de garganta;

  • tosse; 

  • dor do corpo;

  • dor de cabeça;

  • calafrios; 

  • secreção nasal excessiva; 

  • prostração; 

  • diarreia; 

Médico pede cuidado 

Infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Geraldo Cury diz que apesar dos sintomas similares e transmissão por vias respiratórias, as duas doenças se comportam de maneira diferente no organismo de quem foi infectado.

O médico pede cuidado da população para controle da situação. “Se estamos com tantos casos de Influenza, é porque a população não usa máscara como deveria. Essa epidemia não era para estar acontecendo agora. Se usarmos a máscara da maneira correta diminui muito a chance de contágio”, pondera. 

Além do uso da proteção facial, também é recomendado o distanciamento social e higienização das mãos. Cury ainda observa que a variante ômicron se mostra menos agressiva, o que pode confundir os diagnósticos. “Tudo indica que a ômicron atinge o pulmão com menos agressividade que as outras variantes. Ela produz a doença muito mais no sistema respiratório superior (traquéia, nariz, garganta), mas é uma situação que ainda está sob estudos”, avaliou. 

A gripe gerada pela Influenza A H3N2, por sua vez, também não costuma afetar os pulmões de quem foi contaminado, o que reduz a necessidade de internação em UTIs, na avaliação do infectologista. “Dependendo do estado imunológico do paciente pode gerar um quadro mais grave de síndrome respiratória aguda, mas é muito raro”, acrescentou. 

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