O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), anunciou nesta quata-feira (8) um pacote de 200 obras que serão realizadas na cidade para evitar deslizamentos de encostas. Ao todo, estão previstos investimentos de R$ 118 milhões.
Conforme o anuncio, os investimentos vão beneficiar as áreas mais críticas durante o período chuvoso, abrangendo cerca 245 mil famílias que vivem em Belo Horizonte. A meta da prefeitura é que nenhuma ocorrência de desastre ocorra no próximo período chuvoso.
Segundo o prefeito, as tragédias que ocorreram em Petropolis e no Recife acederam o alerta em Belo Horizonte, que também muitas moradias próximas a encostas e morros sucetivies a deslizamentos de terra.
“Continuamos mapeando quais são as áreas que precisam ser atendidas, mas acho que estamos dando um grande passo hoje para evitar desabamentos e uma série de situações ruins em que a Defesa Civil tem que se virar para poder não deixar as pessoas morrerem”, disse Fuad.
As obras
As 200 obras serão realizadas em todas as nove regionais da cidade e os locais foram escolhidos por apresentar riscos geológicos já detectados por vistorias previas. Destas, 70 obras deverão ser concluídas ainda neste ano, antes do início do período chuvoso. As demais intervenções devem ser finalizadas até o fim de 2023.
No geral, serão realizadas obras para construção de muro de contenção nos barrancos, impermeabilização e criação/reparo de esgoto. Para este ano estão previstos investimentos de cerca de R$ 76 milhões em obras.
De acordo com o prefeito Fuad Noman, os recursos para esse investimento são do Fundo Municipal de Habitação e também do Tesouro da prefeitura. "É na seca que se combate os efeitos da chuva", disse Fuad durante a coletiva, parafraseando o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), que deixou o cargo neste ano para concorrer ao governo de Minas Gerais.
Para além das obras, o prefeito também determinou um reforço na vistoria de imóveis feita antes do início do período chuvoso. Até o momento, cerca de 880 famílias já deixaram suas residências para a realização destas obras, mas cerca de metade deve voltar para a residência, já que alguns locais vistoriados pela Defesa Civil não apresentam segurança suficiente para o retorno dos moradores, mesmo após as obras.