Já era comentado, mas agora é oficial: o técnico Tite deixa o comando da seleção brasileira após esta Copa do Mundo do Catar. Apesar da tristeza que é uma despedida como essa, nas quartas de final e nos pênaltis, perante a Croácia, o comandante dos últimos seis anos afirmou que sai do cargo tranquilo, afirmando que fez o seu melhor.

"É uma derrota dolorida, porém, estou em paz comigo mesmo. Fim de ciclo. Eu já havia colocado isso há mais de um ano e meio, e não sou um cara de duas palavras. Não estava jogando para ganhar e depois fazer drama para ficar, quem me conhece sabe", disse em entrevista coletiva.

Tite era o comandante na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, quando o Brasil perdeu na mesma fase, mas para a Bélgica. Segundo ele, que agora deve tirar um tempo de descanso, os dois torneios foram em situações diferentes.

"A Copa do Mundo anterior foi um processo de recuperação e de formação da equipe, e, agora, tivemos uma sequência inteira. O desempenho, vocês conduzem a avaliação", explicou. "Dividimos a alegria e a tristeza. Ninguém mais do que queríamos dar essa alegria. Tem uma geração bonita surgindo, que ela vai se fortalecendo nas adversidades", completou Tite.

Sobre o gol de empate da Croácia, feito no segundo tempo da prorrogação, o treinador não concordou que a equipe estava desorganizada e desatenta. Para ele, foi um lance que, no futebol, acontece. "Não precisa ter sempre um herói e um vilão", opinou.

"Eu não concordo que o time estava desorganizado. Estávamos em uma ação ofensiva, colocando volume e com um jogador de contenção na frente, mas a jogada foi quebrada. No contra-ataque, conseguimos fechar no meio, a bola vai para o canto, cruza, finaliza, desvia e entra, em uma única finalização", falou.

Tite comandou a seleção brasileira em 81 jogos, com 60 vitórias, 15 empates e 6 derrotas. Foram 174 gols marcados e apenas 30 sofridos. Ainda não há definição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o seu substituto.