O preço do kg do filé de peito de frango pode chegar a R$ 29,90 em açougues de Belo Horizonte e região metropolitana. O valor foi apresentado, nesta segunda-feira (22), em pesquisa divulgada pelo site Mercado Mineiro. Mas apesar do alto custo, o consumidor ainda consegue pagar mais barato, caso pretenda manter o corte nas compras.
O estudo aponta que a variação de preço para a compra do filé de peito chega a 114%, sendo possível encontrar o produto a partir de R$ 13,95 nos estabelecimentos da Grande BH. Se comparado os valores do preço médio entre 15 de julho e 17 de agosto, houve uma queda de 0,29% no preço médio, saindo de R$ 22,28 para R$ 22,22. Outros cortes do frango também estão com variações importantes no preço.
A asinha varia 92% entre R$ 13,99 e R$ 26,95. Já o quilo da coxa e sobrecoxa têm preços variando 114%. O consumidor consegue comprar os produtos pagando entre R$ 10,95 e R$ 23,95. O pézinho de frango chega a custar R$ 10,99, enquanto o menor valor apurado pela pesquisa para comprar um quilo foi de R$ 5,25. Outro corte considerado não nobre, o pescoço de peru, varia entre R$ 17,00 e R$ 23,90, indica o Mercado Mineiro.
Nas carnes de porco, o principal destaque vai para a salsicha. O quilo chega a custar R$ 34,95 em açougues da Grande BH, frente ao menor preço de R$ 8,99. A variação sobre o embutido é de 288,77%, segundo o levantamento. A bisteca suína também apresenta variação alta, de 200%. Os valores variam entre R$ 14,95 e R$ 44,95. O lombo, corte suíno tradicional e utilizado pelas famílias, está cotado entre R$ 14,99 e R$ 29,90.
Já o toucinho comum, que integra o cardápio de bares e restaurantes, está com variação de 70,7%, segundo a pesquisa, e pode ser comprado a partir de R$ 9,90 e chegando a R$ 16,90, atesta a pesquisa. Responsável pelo Mercado Mineiro, Feliciano Abreu explica que além das variações, os cortes de porco e frango registraram aumentos pequenos de preço entre julho e agosto.
O crescimento está relacionado a um maior consumo de cortes suínos e aviários e aumento nos custos de produção. “A gente tem o milho e a soja como protagonistas desse aumento, e o mercado está exportando cada vez mais as carnes de porco e frango. E isso faz com que os preços aumentem”, explicou.
Carne de boi segue em alta
Em patamar mais elevado, o preço da carne bovina segue fora da realidade de grande parte da população, mesmo com pequenas reduções de preço entre julho e agosto. O patinho custa entre R$ 29,99 e R$ 60,00, enquanto o acém varia entre R$ 24,99 e R$ 42,00. Para quem deseja fazer o tradicional churrasco, o encarecimento é ainda mais notável. O quilo da picanha varia 288%, flutuando entre R$ 49,90 e R$ 189. A alcatra, por sua vez, variou 143% com preços entre R$ 38,99 e R$ 94,95.
O contra filé, que costuma ser opção para churrasqueiros de plantão, está cotado entre R$ 38,99 e R$ 109. “O consumidor está abandonado a carne bovina, principalmente em função do preço. Parece que a carne bovina não suporta mais aumento, o consumidor já tem optado pela carne de porco, de frango, porque fica difícil realmente acompanhar esses aumentos”, explica o responsável pelo Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.