BRASÍLIA - No primeiro dia de propaganda eleitoral do segundo turno em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que concorre à reeleição, afirmou que é o “caminho seguro” para a maior cidade do país.

O candidato do MDB, que teve 29,48% dos votos no primeiro turno, aparece  comemorando o resultado e se coloca como o candidato mais moderado da disputa contra o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).

“Eu fui tão atacado, atacaram tanto a minha família com tantas mentiras, inventara tantas mentiras. [...] Vamos juntos nesse segundo turno para mostrar que não é atacando, não é mentido que se chega a lugar nenhum”, diz o prefeito, que também destaca termos como "equilíbrio emocional”.

Em outro momento, a campanha de Nunes tenta dialogar com dois tipos de eleitor: o mais pobre e o que veio de outras regiões do país. Primeiro, ele faz questão de destacar que cresceu em um bairro periférico de São Paulo. Depois, uma apresentadora menciona: como diz lá de onde eu vim, São Paulo é mara”.

No final da propaganda, é dado destaque ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos principais cabos eleitorais de Nunes. Em um discurso, o prefeito diz que o aliado é “uma pessoa corajosa, leal, amiga, que eu nunca vou esquecer na minha vida”. E encerra reafirmando o tom de moderação: “é a diferença entre a ordem e a desordem; a experiência e a inexperiência; o diálogo e o radicalismo”.

Boulos destaca Marta e fala com eleitor de Marçal

A propaganda de Guilherme Boulos, que obteve 29,07% dos votos no primeiro turno, começa mostrando sua candidata a vice-prefeita, Marta Suplicy (PT) que já comandou a cidade de 2001 a 2004. Também é explorada a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essa vitória começa com Marta, com o apoio do presidente Lula”, diz a peça. Lula e Marta são apostas da campanha para angariar votos entre os mais pobres, eleitorado no qual Nunes tem a vantagem mais ampla sobre Boulos, de acordo com as pesquisas.

Depois, Boulos cita propostas para a saúde, a segurança pública e a educação e menciona que 70% das pessoas votaram “pela mudança” no primeiro turno. É quando ele tenta falar diretamente com os eleitores de Pablo Marçal (PRTB), que teve 28,14% dos votos e ficou em terceiro lugar.

“Eu entendo as pessoas que votaram no Marçal porque eu sei que são pessoas, na sua maioria, que estavam indignadas, revoltadas com o jeito como a política é feita hoje em São Paulo. [...] O que eu quero dizer para você, que tem essa indignação, é que esse segundo turno, o caminho da mudança é esse aqui”, diz.

Logo em seguida, o candidato do PSOL agradece ao apoio recebido de Tabata Amaral (PSB), quarta colocada na disputa, e anuncia a incorporação de uma proposta dela em seu plano de governo, um projeto que concede linha de crédito para jovens empreendedores montarem a sua primeira empresa.