O filme A Mulher Mais Assassinada do Mundo, disponível na Netflix, resgata a trajetória de Paula Maxa, atriz símbolo do Teatro Grand Guignol nos anos 1930. Conhecida por ser morta em cena milhares de vezes, ela ficou marcada como a intérprete que mais representou assassinatos no palco, em encenações que chocavam o público parisiense com violência explícita.

Dirigido por Franck Ribière, o longa francês lançado em 2018 mistura drama psicológico e suspense, ao mostrar como a linha entre a ficção e a realidade se torna perigosa. Paula, interpretada por Anna Mouglalis, vive não apenas o horror teatral, mas também pressões pessoais e perseguições que revelam segredos sombrios de sua vida. A chegada do jornalista Jean (Niels Schneider) intensifica a narrativa, ao transformar uma simples entrevista em uma investigação sobre mortes reais que ecoam as encenações do palco.

O filme chama atenção pela ambientação da Paris dos anos 1930 e pela fotografia sombria, que reforça a atmosfera de mistério. Apesar de críticas ao roteiro por soluções pouco desenvolvidas, a produção é valorizada pela atuação intensa de Mouglalis e pelo questionamento que propõe: até que ponto o público consome a violência como espetáculo?

Com uma narrativa que une história real, suspense e estética noir, “A Mulher Mais Assassinada do Mundo” é uma obra instigante para quem aprecia tramas densas e perturbadoras.

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