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Este filme baseado em obra de Stephen King é um dos mais perturbadores da história da Netflix

1922 é um filme de horror-drama onde um fazendeiro mata sua esposa para manter suas terras, mas enfrenta terríveis consequências psicológicas e sobrenaturais.

Por Observatório da TV
Publicado em 09 de junho de 2024 | 17:00
 
 
 

1922 é um filme de 2017 dirigido por Zak Hilditch, baseado no conto homônimo de Stephen King, presente na coletânea Escuridão Total Sem Estrelas. O longa, um drama-horror, foi lançado na Netflix e rapidamente conquistou a crítica e o público. A trama, ambientada no ano de 1922, centra-se em Wilfred James (Thomas Jane), um fazendeiro que conspira para matar sua esposa Arlette (Molly Parker) após ela expressar o desejo de vender suas terras e mudar-se para a cidade grande.

Convencendo seu filho adolescente Henry (Dylan Schmid) a participar do crime, Wilfred comete o assassinato, mas a morte de Arlette desencadeia uma série de eventos aterrorizantes e consequências psicológicas devastadoras. A força do filme reside em sua atmosfera sufocante e na habilidade de Hilditch em criar uma tensão crescente.

A cinematografia de Ben Richardson e a trilha sonora de Mike Patton complementam a narrativa sombria, mergulhando o espectador em um mundo de decadência moral e ruína psicológica. Thomas Jane oferece uma performance poderosa como Wilfred, capturando a complexidade de um homem consumido pela culpa e pelo desespero. Molly Parker, por sua vez, brilha como Arlette, mesmo em suas aparições pós-morte, adicionando uma camada de terror sobrenatural à história.

1922 é notável por seu ritmo deliberado, que permite uma exploração profunda dos personagens e suas motivações. O filme se destaca ao explorar temas como ganância, culpa e a degradação moral, mantendo-se fiel ao espírito do conto de King. A relação entre Wilfred e Henry é central para a narrativa, mostrando como o crime afeta não apenas o perpetrador, mas também aqueles ao seu redor. Henry, em particular, sofre uma transformação trágica, seu arco é um estudo perturbador sobre o impacto psicológico da culpa e do crime.

Críticas

Apesar de suas qualidades, 1922 não é isento de críticas. Alguns apontam que o final do filme, fiel ao estilo de King, pode parecer previsível, utilizando elementos comuns de resolução em narrativas de horror. No entanto, isso não diminui o impacto geral da obra, que consegue ser uma adaptação satisfatória e envolvente do material original.

Em suma, 1922 é uma adaptação bem-sucedida de uma das histórias mais sombrias de Stephen King, destacando-se por suas performances fortes, direção competente e uma atmosfera de tensão constante. O filme é um estudo eficaz sobre as consequências do mal e da ganância, proporcionando uma experiência de horror psicológico que ressoa com o público muito depois dos créditos finais.

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