Foi interrompido em Porto Velho (RO), por volta de 17h40 desta quarta-feira (5), o julgamento de dois acusados de participar do massacre de 27 presos na Casa de Detenção José Mário Alves, conhecida como Urso Branco. O reinício das atividades está previsto para às 8h de quinta-feira (6)
Michel Alves das Chagas e Anselmo Garcia de Almeida, atualmente presos, negam participação nos crimes. Na rebelião, em janeiro de 2002, as vítimas foram eletrocutadas, enforcadas e até decapitadas pelos próprios companheiros. Até o fim de maio, 16 acusados pelas mortes serão julgados. Três ex-diretores da penitenciária foram acusados de responsabilidade nas mortes, mas aguardam julgamento de recursos.
O caso é considerado o maior assassinato coletivo de presos do país depois da tragédia conhecida como "Massacre do Carandiru", em 1992, quando 111 presos foram mortos após a invasão da Polícia Militar.