O número de viagens noturnas de ônibus metropolitanos em Belo Horizonte diminuiu quase 3,5 vezes durante a pandemia: em setembro de 2019, eram 555 viagens por dia, número que caiu para 163 no mesmo mês, em 2021. O número de passageiros também decaiu, passando de cerca de 9,5 mil para 3,4 mil, mas, ainda assim, usuários reclamam da falta de transporte público para chegar em casa.
Reportagem de O TEMPO mostrou que bares e restaurantes da capital tem até deixado de contratar profissionais que moram em cidades vizinhas, por receio de que os trabalhadores não consigam cumprir os horários. “Tivemos funcionários que optaram por deixar o emprego. E não consigo mais contratar pessoas de longe, tenho que chamar alguém que saiba que o ônibus vai atender”, diz o gerente administrativo de um bar no bairro Sion, na região Centro-Sul da capital.
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A Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) afirma que monitora diariamente as operações e argumenta que, desde o início de agosto, as estações de transferência do Move Metropolitano estão abertas até meia-noite. Mais de cem linhas tiveram quadro de horários ampliados, segundo o órgão.
As viagens diurnas também diminuíram, passando de uma média diária de 15,6 mil viagens para pouco menos de 10 mil, ao passo que os passageiros foram de 850,4 mil para quase 467 mil. “No momento, a demanda está em 70%, em média. O retorno integral acontecerá quando o comportamento da demanda voltar à normalidade”, diz a secretaria, por meio de nota.