Está chegando a hora de votar. Domingo, 2 de outubro, é o dia do primeiro turno das Eleições de 2022. Este ano, 156.454.011 brasileiras e brasileiros poderão escolher representantes para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no pleito deste ano, serão disponibilizados 577.125 equipamentos de seis modelos distintos. Para as eleições deste ano, será pela primeira vez no dia 2 de outubro, data do primeiro turno, a urna eletrônica modelo 2020. Além dela, também estarão em funcionamento modelos de 2015, 2013, 2011, 2010 e 2009.

Apesar de apresentarem algumas diferenças entre si, todas as versões da urna rodam com os mesmos programas, que foram integralmente desenvolvidos pela equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral e passaram por aprimoramentos feitos a partir de contribuições da sociedade.

De acordo com o TSE, além de serem submetidos às investidas dos participantes do Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS), os softwares ainda são assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública realizada na sede do TSE, em Brasília (DF).

Veja também: Como encontrar o local de votação nas eleições de 2022?

Quais serão os modelos de urna usados nas Eleições 2022? 

Urna eletrônica 2020

Em 2022, 224.999 urnas eletrônicas modelo 2020 estarão presentes nas seções eleitorais dos 26 estados e do Distrito Federal. A nova versão conta com tela colorida, processador 18 vezes mais rápido que a antecessora (UE 2015) e bateria projetada para durar por toda a vida útil do aparelho, o que exige um custo menor de conservação.

O teclado da urna foi otimizado e possui teclas com duplo fator de contato. A tecnologia permite que o próprio teclado possa indicar erro, em caso de mau contato ou tecla com curto-circuito intermitente.

Outra inovação está no terminal do mesário, que contém o leitor biométrico usado para identificar os eleitores. Agora, a tela é totalmente gráfica, com superfície sensível ao toque e sem teclado físico.

Conforme o TSE, a segurança do modelo 2020 foi reforçada por um hardware criptográfico certificado conforme normas expedidas pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, que é a Autoridade Certificadora Raiz da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Modelos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015

No primeiro e segundo turno das eleições também serão utilizadas urnas eletrônicas de modelos lançados anteriormente, que, apesar de não apresentarem todas as características da moderna UE 2020, rodam com os mesmos sistemas, mecanismos de segurança e recursos de acessibilidade voltados para pessoas com deficiência.

No total, serão 95.885 urnas do modelo 2015, 30.142 do modelo 2013 e outras 34.998 do modelo 2011. Ao adentrar a cabine de votação, a eleitora ou o eleitor ainda pode se deparar com uma das 117.817 urnas eletrônicas modelo 2010 ou um dos 73.284 equipamentos do modelo 2009.

Ordem da votação na urna eletrônica

O primeiro cargo a ser preenchido na urna é para deputado federal (com quatro dígitos). Em seguida, o eleitor deve escolher o candidato a deputado estadual ou distrital – no caso dos eleitores do Distrito Federal – (com cinco dígitos). Depois, deve votar para senador (com três dígitos), e, então, para governador (dois dígitos). O último voto será para presidente da República (com dois dígitos).

No Portal do TSE está disponível um simulador de votação na urna eletrônica para as eleições deste ano. A Justiça Eleitoral também disponibiliza para o eleitor uma colinha para o eleitor utilizar no momento da votação, já que não é permitido o uso de telefones celulares na cabine de votação. 

Conferência do voto na urna eletrônica

Nas Eleições 2022, os eleitores terão um tempo extra para conferir o voto na urna eletrônica. Este ano, pela primeira vez, a urna eletrônica liberará a confirmação do voto (no botão verde “Confirma”) após um segundo do preenchimento completo dos números do candidato para cada cargo. Além disso,  a cada uma das cinco confirmações de voto, a urna emitirá um som breve. Por fim, depois da escolha do candidato a presidente, o aparelho emitirá o clássico som, mas por um período mais longo. 

O chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rodrigo Coimbra, esclarece o motivo da implementação desse tempo a mais na urna eletrônica. “Foi introduzido para estimular a conferência do voto e impedir que o eleitor confirme sem querer”, explica.

Acessibilidade

Todas as urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de 2022 emitirão o “pilili”, alerta sonoro que indica o término da votação. Além disso, contarão com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Este ano, a novidade é a apresentação de um intérprete de Libras que aparecerá na tela da urna para indicar aos leitores surdos quais cargos estão em votação no momento. 

Os modelos também possuem sistema de Braille e da identificação da tecla “5” no teclado da urna, também são disponibilizados nas seções eleitorais fones de ouvido para que pessoas cegas ou com baixa visão recebam sinais sonoros com a indicação do número escolhido e o retorno do nome da candidata ou do candidato em voz sintetizada. Nas Eleições 2022, a sintetização de voz ainda abrangerá os nomes dos suplentes e dos vices.

Você pode gostar também: Guia completo para o dia da votação
+
Veja o que é o assédio eleitoral no trabalho e como denunciar

Urnas eletrônicas são auditáveis

Diversos procedimentos de auditoria que podem ser feitos no sistema eletrônico de votação. Durante o desenvolvimento dos programas, a segurança da urna e a credibilidade do processo eleitoral podem ser comprovadas por vários órgãos, como Polícia Federal, Ministério Público, Forças Armadas, universidades federais e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), bem como pelos próprios partidos políticos.

Essas entidades podem acompanhar todas as fases de elaboração dos programas que serão usados nas urnas em uma eleição. Isso demonstra que tudo é feito às claras pela Justiça Eleitoral e que o sistema é seguro e passível de fiscalização em diferentes momentos.

Resultados das urnas podem ser conferidos

Qualquer pessoa pode checar os resultados das eleições por meio da verificação do Boletim de Urna (BU). O documento é emitido pelo equipamento, em diversas vias, no final da votação, cujos dados também são disponibilizados no Portal oficial do TSE.

Todo o processo de totalização também passa por auditorias. Por meio do BU e do Registro Digital do Voto (RDV) – que permite, a qualquer tempo, a recontagem da votação da urna eletrônica por partidos políticos e coligações –, é possível conferir todos os votos que foram digitados sem o risco de quebra de sigilo, o que é proibido pela Constituição Federal.
 

Urna eletrônica é à prova de hackers

A urna não está conectada à internet nem em nenhum dispositivo de comunicação. A única forma de um hacker invadir o equipamento, segundo o TSE, seria romper os lacres físicos e quebrar as mais de 30 barreiras de segurança do sistema, mas, ainda assim, seria impossível violar um aparelho sem deixar rastros.

25 anos sem qualquer fraude

Nos 25 anos de uso das urnas eletrônicas nas eleições do Brasil, a partir de 1996, nenhuma fraude foi documentada. Esse é mais um fato que reforça a higidez do sistema eletrônico de votação e a lisura do processo eleitoral brasileiro.