Paulo Campos

Reviva Turismo

Secult abre palácio para representantes da cozinha afromineira

Publicado em: Qua, 24/11/21 - 23h04
Reunião contou com a presença de 30 chefs, cozinheiros e representantes da cozinha afromineira

Feijão tropeiro, galinhada, feijoada, frango com quiabo ou ora-pro-nóbis. Esses são apenas alguns dos pratos que nasceram nas senzalas e quilombos e hoje fazem parte do dia a dia da cozinha mineira. Para valorizar essas raízes, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) se reuniu, nesta quarta-feira, com representantes da cozinha afromineira no antigo e icônico salão de banquetes do Palácio da Liberdade. 

Esse é o segundo de uma série de encontros previstos com a Secult para o alinhamento do registro de nossa cozinha mineira como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A iniciativa está inserida dentro do Programa Reviva Turismo. A primeira reunião aconteceu em 14 de outubro, com cerca de 40 chefs, empresários e acadêmicos do setor. Cada um dos presentes teve espaço de fala para tratar sobre as demandas e sugestões sobre o segmento.

Cerca de 30 chefs, cozinheiros e demais representantes da cozinha afromineira estiveram presentes no encontro desta quarta-feira que busca a “desgourmetização” da cozinha. Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, a cozinha é o elemento mais importante para a autoestima do mineiro e a efetivação do Estado como destino internacional.

 “A cozinha afromineira está presente na construção do nosso país, na raiz da cultura mineira e brasileira. Esse país foi construído pelos negros e mais de 50% da população mineira é negra. Isso precisa estar refletido nas nossas manifestações artísticas, seja na cozinha, seja na contribuição da formação da cultura mineira ou nos terreiros, com a afromineiridade como protagonista”, afirmou.

Presente na reunião, a idealizadora do Circuito Gastronômico de Favelas, Danusa Pimentinha, destacou que que é a primeira vez que o poder público abre o Palácio da Liberdade e isso já é um grande passo para o respeito, confiança e mostrar que são todos iguais, empoderar as cozinhas afromineira e periféricas. Já a cozinheira do restaurante Kitutu, Kelma Zenaide, afirmou como é importante mostrar o povo negro dentro da cozinha tradicional. 

 

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