O capitalismo está em todas as frentes e em todos os segmentos do mundo atual. Carros, máquinas, equipamentos, instalações comerciais e industriais, carnes, grãos, sal, açúcar, bebidas, combustíveis, transportes, entre milhões de outros, são itens permitidos e entregues à humanidade graças ao capitalismo.

E não venham me dizer que o capitalismo explora o trabalhador e o torna preso às correntes. Besteira, pois o trabalhador gosta do que é bom e não dispensa o melhor que vem da força do capitalismo e da livre-iniciativa. O trabalhador sabe que o caminho para o crescimento e o desenvolvimento é o da liberdade econômica, da inovação tecnológica e da capacidade de empreender do indivíduo. 

O notável empreendedor Elon Musk, fundador da Tesla e dono do X (antigo Twitter), fez grandes elogios há pouco tempo ao livro recém-lançado “Manifesto Capitalista – Porque o Livre Mercado Global Vai Salvar o Mundo”, do historiador sueco Johan Norberg. Ele disse o seguinte: “Esse livro é uma explicação excelente de como o capitalismo não é apenas bem-sucedido, mas moralmente correto”.

Os motivos, segundo o livro de Norberg, seriam que o capitalismo é, de longe, o melhor sistema econômico para combater a miséria; que a explosão na geração de riquezas nos 200 anos tornou o mundo mais saudável, mais pacífico e mais educado; que o dinheiro traz felicidade – as pessoas são mais felizes nos países capitalistas; que o governo não deve financiar o setor privado e que o socialismo não funciona porque a centralização destrói a eficiência econômica.

A meu sentir, o socialismo não é benéfico para a classe trabalhadora. Ao contrário, os trabalhadores são as maiores vítimas do socialismo, que contribui para o surgimento de classes privilegiadas e acaba propagando desigualdade e pobreza para a grande maioria da população. Ou seja, o socialismo promete acabar com as desigualdades sociais e garantir boas condições de vida, mas não é isso que a história mostra. Países como Cuba e Venezuela, por exemplo, já alcançaram níveis extremos de pobreza e baixo desenvolvimento econômico.

A história não mente. Os mais poderosos e ricos dos séculos passados não tinham geladeira, energia elétrica, celulares ou computadores. As facilidades de hoje estão liberadas para pobres, classe média, ricos e muito ricos. O capitalismo atual possibilita certo conforto a todos, e as pessoas vivem mais e em condições imensamente melhores do que seus antepassados. Basta comparar.

O que resta evidente é a incontestável condição de melhoria de vida da maior parte da humanidade. Com o aumento de produtividade proporcionado pelo capitalismo, bens e serviços antes restritos às elites ficaram mais acessíveis, tornando possível seu consumo pelos mais pobres.

O capitalismo venceu. Não graças às ideologias maçantes marxistas, mas graças aos dados oficiais, que não deixam dúvidas. Porém, vale ponderar que ainda existem milhões de pessoas em situação de privação de necessidades básicas, por culpa de governantes corruptos e incapazes. 

Wilson Campos é advogado, especialista com atuação nas áreas de direito tributário, trabalhista, cível e ambiental