Bastidores Pet

Lei mais dura contra maus-tratos de cães e gatos causa ciúme entre parlamentares

A legislação foi sancionada, na última terça-feira (29), pelo presidente Jair Bolsonaro

Qui, 01/10/20 - 16h09
Bolsonaro e Fred Costa durante sanção da Lei Sansão
audima

O deputado federal mineiro Fred Costa (Patriota) ganhou os holofotes após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionar durante solenidade no Palácio do Planalto, nesta semana, projeto de autoria dele que previa pena de dois a cinco anos para quem maltratar cães e gatos.

Mas, segundo parlamentares de Minas Gerais e pessoas ligadas à causa animal, a proposta também resultou em um pouco de ciúme por parte do deputado estadual Noraldino Júnior (PSC) que, assim como Fred, é conhecido por defender a causa animal. 

Nos bastidores é comentado que Noraldino tem pretensão de disputar uma cadeira na Câmara e, por isso, “disputa” o mesmo público que o deputado federal.  Nas redes sociais, Noraldino foi sucinto ao fazer uma publicação sobre o tema:

Lei Sansão 

A regulamentação  recebeu o nome de “Lei Sansão”, em homenagem a um cachorro que teve as patas traseiras decepadas em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. A proposição altera a Lei de Crimes Ambientais, de 1998

Ela estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda do animal, para quem abusa, fere ou mutila cães e gatos. Se houver flagrante, o agressor é levado para a prisão. Além disso, a nova legislação prevê multa e proibição de guarda.

Para os outros bichos, a pena continua a mesma. Atualmente, a legislação prevê detenção de três meses a um ano e multa para situações de violência contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Sansão estava presente no evento, assim com outros três cães da família presidencial. Bolsonaro, inclusive, assinou a lei enquanto segurava um dos bichos. Ao fim da cerimônia, ele ainda brincou: "Não sei se o Sansão vai entender, mas: au, au, que quer dizer: parabéns Sansão".

 

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