IMPACTO CLIMÁTICO

‘Porta do inferno’ formada na Sibéria cresce em ritmo ‘alarmante’

Segundo cientistas, o buraco de quase um quilômetro de largura cresce cerca de 12 metros por ano.

Por O TEMPO
Publicado em 21 de maio de 2024 | 08:58
 
 
 

A misteriosa cratera de Batagaika, na Sibéria, popularmente conhecida como "porta do inferno", está se expandindo em ritmo alarmante, conforme revelou um estudo de cientistas alemães e russos. As informações são do Deutsche Welle.

A cratera fica localizada na República de Sakha, região oriental da Rússia. O fenômeno tem extensão 990 metros e foi descoberto em 1991 por imagens de satélite.

Segundo os cientistas, ela tem crescido por ano um milhão de metros cúbicos devido ao derretimento do permafrost,  que estava congelado há mais de 650 mil anos. Era a camada de gelo mais antiga da Sibéria e a segunda mais antiga do mundo.

O permafrost, camada de gelo e rochas que permanece congelada durante o ano inteiro, cobre grande parte da Rússia, do Canadá, do Alasca e do Ártico. 
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), esse tipo de cratera geralmente se formam quando a rocha subterrânea, composta de calcário, carbonato e outros sais solúveis, se dissolve em água.

Impacto climático


O tamanho da cratera "porta do inferno" é visto pelos cientistas como um sinal claro do impacto das mudanças climáticas. Isso porque o aumento das temperaturas derrete o “cimento gelado” que deveria manter a solidez da terra. No entanto, o derretimento acaba debilitando sua estrutura.


Pesquisadores da Universidade Estatal de Lomosonov, em Moscou, e do Instituto Melnikov para o Permafrost foram capazes de descobrir que a parede da encosta avança cerca de 12 metros por ano.

Com um modelo geológico 3D, a equipe registrou que a profundidade da cratera, atualmente marcando 55 metros, também derrete em velocidades alarmantes. Essa foi a primeira vez que cientistas conseguiram quantificar a expansão.

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