Uma lagosta americana com uma coloração incomum foi encontrada nos Estados Unidos. O crustáceo, que foi batizado de Netuno, tem uma coloração azul brilhante que faz com que ele seja praticamente único. Isso porque a condição genética que justifica a sua coloração ocorre apenas em um a cada 2 milhões de animais. E as chances de encontrar um espécime dessa são ainda mais raras: uma em 200 milhões.

O responsável por essa descoberta foi o capitão Brad Myslinski, que capturou o crustáceo em julho e o encaminhou, com a ajuda do professor Dave Winchester, da Lynn Classical High School, para a Universidade de Northeastern, nos Estados Unidos. 

De acordo com informações da universidade, a coloração incomum de Netuno é resultado de uma anomalia genética que causa a superprodução da proteína crustacianina. Diferentemente do espécime encontrado, a maioria das lagostas americanas apresenta tom marrom-esverdeado, que facilita a camuflagem no habitat natural, mas variações cromáticas como amarelo, albino, tricolor e padrões multicoloridos podem ocorrer na espécie.

Netuno pesa aproximadamente 1 kg e tem cerca de 7 anos de idade. Seu nome foi escolhido após votação entre estudantes do ensino médio que participavam de atividades na Academia de Ciências Oceânicas Costeiras, programa educacional da Universidade Northeastern.

"Elas podem viver mais de 100 anos e podem ficar realmente grandes. Já vimos histórias de lagostas de nove quilos que são super velhas", explicou a coordenadora do programa de extensão do Centro de Ciências Marinhas, Sierra Muñoz, em comunicado. 

O Centro de Ciências Marinhas da Universidade Northeastern, onde Netuno vive agora, proporciona ambiente controlado e monitoramento adequado para o crustáceo, que agora se transformou também em um recurso educacional para os programas da universidade.