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Bebê de 1 ano morre após contrair ameba comedora de cérebro em parque, nos EUA

Michael Alexander Pollock brincava com os pais e uns amigos em um parque, de Little Rock, Arkansas, quando foi infectado

Por O TEMPO
Publicado em 18 de setembro de 2023 | 14:05
 
 
 

Um bebê de um ano morreu, no início do mês de setembro, devido a uma infecção provocada por uma ameba comedora de cérebro, nos Estados Unidos. Michael Alexander Pollock brincava com os pais e uns amigos em um parque, de Little Rock, Arkansas, quando foi infectado. O caso foi revelado pelo The Sun, nesta segunda-feira (18/9).

De acordo com os familiares, o menino apresentou sintomas gripais dias depois, foi hospitalizado, mas não resistiu. Autoridades de saúde alegam que a infecção, confirmada por testes de laboratório, foi provavelmente causada pela “exposição” às fontes d'água que ficam no parque. 

Esta é a quinta morte registrada nos Estados Unidos pela doença, neste ano. 

O que é a ameba "comedora de cérebros”?

Infelizmente, nos últimos anos, houve um aumento nos relatos de mortes causadas pela Naegleria fowleri, uma ameba que pode provocar doença cerebral, nos Estados Unidos.

 A infecção pode ocorrer quando pelo nariz do ser humano após contato com água contaminada. Além disso, a Naegleria fowleri pode ser encontrada em várias fontes, como lagos, rios, fontes termais, descargas de água quente de usinas industriais, piscinas e outros locais de lazer que não são devidamente tratados com cloro. Também pode ser encontrada na água da torneira, no solo e nos sedimentos no fundo, de corpos de água. 

Os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos da meningite bacteriana e normalmente começam cerca de cinco dias após a infecção. Eles incluem dor de cabeça, febre, náusea e vômito. No entanto, conforme os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a infecção causa danos ao tecido cerebral da pessoa afetada.

Outros pacientes podem apresentar sintomas como rigidez no pescoço, confusão, falta de atenção às pessoas e ao ambiente, convulsões, alucinações e até coma. Uma vez que esses sinais aparecem, a doença progride rapidamente.

Para evitar essa infecção, os CDC recomendam evitar pular ou mergulhar em águas doces mornas, manter a cabeça fora da água em locais designados, não submergir a cabeça em águas termais não tratadas e evitar mexer em sedimentos em água doce quente e rasa.

 

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