EXECUÇÃO

Candidato à presidência do Equador é morto a tiros após comício; veja vídeo

Jornalista era um dos oito candidatos no primeiro turno das eleições presidenciais

Por O Tempo*
Publicado em 09 de agosto de 2023 | 21:46
 
 
 

O candidato presidencial equatoriano Fernando Villavicencio foi morto a tiros após realizar um comício em Quito, nesta quarta-feira (9), conforme relatado por vários meios de comunicação locais.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma correria no lugar onde aconteceu o crime. Nas imagens, é possível ver pessoas deitadas no chão para se proteger de possíveis tiros. Em dado momento é possível ouvir perguntarem "o que aconteceu com Fernando?". Assista:

Villavicencio, de 59 anos, cuja morte foi confirmada por fontes locais, incluindo o ministro do Interior, Juan Zapata, amigos e familiares da vítima, era um dos oito candidatos no primeiro turno das eleições presidenciais que ocorrerão antecipadamente em 20 de agosto no Equador.

Ameaças

Na última segunda-feira (7), as Autoridades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador receberam ameaças de morte, em meio ao processo para as eleições gerais antecipadas. 

"Pessoalmente, não recebi ameaças de morte. Esperamos que isso não aconteça, mas não poderia dizer o mesmo de outros conselheiros, que receberam", declarou a presidente da instituição, Diana Atamaint.

O Equador enfrenta, nos últimos anos, a violência ligada ao narcotráfico, que, durante o processo eleitoral, resultou na morte de um prefeito e um candidato a deputado, além de ameaças a um candidato à presidência.

Diana ressaltou que os funcionários públicos "estão expostos a essas circunstâncias, não apenas a receber ameaças, mas também à violência política", como insultos em redes sociais.

A criminalidade no país dobrou a taxa de homicídios em 2022, quando a mesma chegou a 25 a cada 100 mil habitantes, enquanto, até junho, era de 18 em 2023.

Com uma população de 18,3 milhões de habitantes, o Equador irá eleger um presidente, vice-presidente e os 137 parlamentares em 20 de agosto, depois que o presidente Guillermo Lasso, de direita, dissolveu a opositora Assembleia Nacional, em maio, para pôr fim à "crise política grave e comoção interna".

A dissolução, que deu lugar a eleições gerais antecipadas, ocorreu em meio a um julgamento político para destituir Lasso.

 

(*com AFP)

 

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