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Caso Madeleine McCann: por que principal suspeito não deve ser acusado em 2023?

Christian Brueckner, alemão que chegou a morar em Portugal, é acusado de vários crimes sexuais, incluindo abuso de uma menina de 10 anos

Por Agência
Publicado em 07 de abril de 2023 | 14:06
 
 
 
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O principal suspeito pelo sumiço da menina britânica Madeleine McCann, Christian Brueckner, não será acusado este ano, afirmou o promotor alemão Hans Christian Wolters, segundo o site britânico Mirror. Brueckner foi identificado pelas autoridades alemães em 2020, quando foi apontado como "responsável" pelo rapto e homicídio de Madeleine em Portugal em 2007. Ele é acusado de vários crimes sexuais, incluindo abuso sexual de uma menina de 10 anos. Relembre as reviravoltas e os detalhes do desaparecimento.

Questionado, o promotor se recusou a explicar o motivo do atraso em levar o caso ao tribunal. Ele afirmou não querer "partilhar os resultados ou o estado atual do processo". "A investigação está em andamento, mas vai demorar muito mais", afirmou Wolters ao jornal português Expresso. "Talvez não terminemos este ano." Wolters insistiu se tratar do homem certo, "apesar dos crescentes temores de que ele nunca seja julgado", diz o site britânico.

Em maio do ano passado, o promotor afirmou à imprensa que seus pares estavam "convencidos de que ele é o assassino de Maddie McCann". "Não há outra pessoa para nós que seja suspeita", afirmou Wolters a respeito do homem de 46 anos, que já cumpre pena por um estupro cometido em setembro de 2005.

O que diz Brueckner

O suspeito nega envolvimento no desaparecimento de Madeleine. Em uma uma carta escrita da cela, ele disse que a acusação é um "conto de fadas" e reclamou que vinha sendo tratado pior do que Joseph Goebbels, o ministro de Propaganda de Adolf Hitler.

Os investigadores contam com a colaboração de informantes que conheceram Brueckner quando ele morava em Portugal. Um deles disse ao Mirror no mês passado que os investigadores alemães parecem saber que foi mesmo Brueckner o autor do crime, mas não podem provar. (Folhapress) 

 

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