mercado financeiro

Dólar reage com dados de inflação dos EUA e quebra do SVB em foco

Dois eventos nesta terça podem influenciar as decisões do mercado: divulgação do índice de preços ao consumidor de fevereiro, e discurso no final da tarde da diretora do Federal Reserve (Fed)

Por Agência
Publicado em 14 de março de 2023 | 11:27
 
 
 

O dólar abriu em queda nesta terça-feira (14), com os investidores ainda atentos aos desdobramentos da quebra do Silicon Valley Bank (SVB). O câmbio pode reagir principalmente a qualquer sinalização sobre uma eventual interrupção no ciclo de alta dos juros dos Estados Unidos.

Dois eventos nesta terça podem influenciar as decisões do mercado, além de novidades sobre os bancos. Será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de fevereiro, nos EUA, e Michelle Bowman, do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) fará discurso no final da tarde. 

Às 9h04 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,69%, a R$ 5,2320 na venda. Na B3, às 9h04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,30%, a R$ 5,2515. O Ibovespa oscila próximo da estabilidade, enquanto os índices em Nova York sobem na tarde dessa segunda-feira (13). O dólar também apresenta valorização frente ao real.

Os investidores ainda com muitas dúvidas sobre os desdobramentos da quebra do SVB (Silicon Valley Bank). Ao mesmo tempo, há a perspectiva de que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) interrompa o ciclo de alta dos juros por conta da crise financeira.

Na retomada do horário de pregão entre 10h00 e 17h00, o Ibovespa fechou em baixa de 0,48%, a 103.121 pontos. O dólar comercial à vista encerrou o dia com alta de 1,17%, a R$ 5,267. Este é o maior fechamento para o câmbio desde o dia 9 de fevereiro.

No mercado de juros, as taxas apresentam quedas, seguindo também a tendência nos Estados Unidos, com a percepção de que a crise pode interromper o ciclo de alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

Os contratos com vencimento em janeiro de 2024 recuaram de 13,15% da última sexta-feira (10) para 12,99% ao ano. Para janeiro de 2025, a taxa caiu de 12,37% para 12,14%. No vencimento de janeiro de 2027, as taxas baixaram de 12,64% para 12,46%.

Na última sexta-feira (10), os reguladores assumiram o comando do SVB, após um movimento de saques pelos clientes que somaram cerca de US$ 2 bilhões.

A sucursal britânica do SVB foi vendida ao HSBC, numa venda facilitada pelo governo britânico e pelo Banco de Inglaterra, anunciou o Tesouro britânico nesta segunda-feira (13). Segundo o comunicado, os clientes do SVB UK poderão acessar seus depósitos e serviços bancários normalmente a partir desta segunda.

Mesmo com a garantia dada pelos reguladores de que os clientes teriam acesso integral aos seus recursos depositados no banco, a sensação no mercado é de que ainda restam muito mais dúvidas que certezas.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, garantiu nesta segunda-feira aos americanos que seu sistema bancário "é seguro" e que seus depósitos estarão disponíveis "quando precisarem", após a falência do SVB (Silicon Valley Bank), especializado no setor tecnológico.

Com tantas dúvidas, os índices de ações em Nova York oscilaram bastante durante o dia, e fecharam sem direção única. O Dow Jones encerrou com queda de 0,28%. O S&P 500 recuou 0,15%. O índice Nasdaq fechou em alta de 0,45%.

Segundo dados da Reuters, os operadores veem uma probabilidade de 15% de que o banco central dos EUA deixe as taxas inalteradas no final deste mês. O Goldman Sachs disse nesta segunda que não espera mais nenhum aumento na reunião do Fed que termina em 22 de março, "à luz do recente estresse no sistema bancário".

A crise desencadeada pelo SVB tem impactos também no preço do petróleo. O barril do tipo Brent chegou a ficar abaixo dos US$ 80 nesta manhã. Às 17h20 (horário de Brasília), o barril tinha queda de 2,85%, a US$ 80,42. As ações da Petrobras seguiram de perto a cotação do produto, caindo mais de 3%. A ação ordinária da PRIO caiu mais de 4%, e a da 3R Petroleum, mais de 5%. (Folhapress) 

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