Mistério

Escócia lança maior busca da história pelo monstro do lago Ness

Investigadores investiram alto em tecnologia para buscar suposta criatura

Por Agências
Publicado em 26 de agosto de 2023 | 12:33
 
 
 
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E se finalmente fosse confirmado que um monstro poderia estar escondido nas águas turvas do lago Ness? Pesquisadores e entusiastas do assunto iniciaram neste sábado (26/08) a maior operação de buscas pela criatura mística escocesa em 50 anos.

Os investigadores não pouparam recursos, que incluem drones equipados com scanners térmicos, barcos com câmeras infravermelhas e um hidrofone, para tentar desvendar o mistério.

"Nosso objetivo sempre foi gravar, estudar e analisar todos os tipos de comportamentos e fenômenos naturais difíceis de explicar", afirmou Alan McKenna, da equipe de buscas da Loch Ness Exploration, instituição formada por voluntários e que organiza a "caçada" deste sábado.

"Não sei o que é. Só sei que há algo grande no lago Ness. Vi imagens de sonar de objetos do tamanho de vans se movendo debaixo d'água", disse à reportagem Paul Nixon, diretor-geral do Loch Ness Centre.

"Pode ser um mito, pode ser real... Gosto de pensar que é algo intermediário", disse Tatiana Yeboah, uma turista francesa de 21 anos cuja visita ao lago coincidiu com as buscas.

Os pesquisadores acreditam que os scanners térmicos poderão ajudar a identificar eventuais anomalias, enquanto o hidrofone detectará quaisquer gritos incomuns nas águas do lago, que tem 56 km2 e 240 metros de profundidade.

Relatos sobre o monstro

O monstro do lago Ness é uma lenda que remonta à Idade Antiga. Há pedras esculpidas, feitas pelos pictos (tribos celtas) que viviam na região naquela época, nas quais é representada uma criatura misteriosa com barbatanas.

O primeiro relato escrito data do ano 565 d.C., que foi encontrado na biografia do monge irlandês São Columba, evangelizador da Escócia no século VI, que explicou ter ordenado ao monstro que fosse embora daquelas águas.

Já a primeira observação moderna remonta ao mês de maio de 1933, quando um jornal local publicou que comerciante da região e sua esposa avistaram "uma enorme onda" enquanto caminhavam às margens do lago.

Em dezembro do mesmo ano, o jornal britânico The Daily Mail contratou um caçador sul-africano, Marmaduke Wetherell, para rastrear a criatura. O homem então afirmou ter encontrado algumas pegadas grandes, mas foi comprovado que elas eram falsas.

Em 1934, o médico inglês Robert Wilson tirou o que mais tarde ficaria conhecido como a "foto do cirurgião", uma imagem que mostrava um aparente pescoço longo e a cabeça do monstro emergindo da água. 

Embora a fotografia seja uma montagem, ela impulsionou a popularidade do lago Ness em todo o mundo.

De acordo com o Loch Ness Centre, até o momento já foram registrados mais de 1.100 relatos de observações de "Nessie", uma criatura mística que arrecada anualmente milhões de libras para a economia escocesa através do turismo.

Monstro do lago Ness é réptil marinho?

Ao longo dos anos, cientistas e entusiastas do assunto têm tentado obter provas da existência deste grande peixe nas profundezas do lago, e alguns sugerem que ele poderia ser um réptil marinho, como um plesiossauro.

Em 1972, o Loch Ness Investigation Bureau realizou uma das maiores buscas no local até hoje, sem sucesso. Quinze anos depois, durante a Operação Deepscan, um sonar foi implantado em todo o lago. Seus organizadores afirmam ter encontrado um "objeto não identificado de tamanho e força incomuns" no fundo.

Em 2018, um grupo de investigadores realizou um estudo de material genético do lago Ness para determinar quais organismos vivem em suas águas, mas não encontraram muito mais do que inúmeras enguias. 

"Este fim de semana nos dá a oportunidade de explorar as águas de uma nova forma e mal podemos esperar para ver o que encontraremos", disse Nixon.

Os idealizadores da iniciativa procuraram voluntários para monitorar qualquer movimento na água ou outro acontecimento inexplicável durante este fim de semana, mas devido à "grande procura" de entusiastas, o grupo já não aceita mais candidatos.

(AFP)

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