Espaço

Foguete que irá à Lua dificilmente será lançado antes de novembro, diz Nasa

As próximas janelas possíveis de lançamento, determinadas de acordo com as posições da Terra e da Lua, estendem-se de 17 a 31 de outubro, e depois de 12 a 27 de novembro

Por Agências
Publicado em 27 de setembro de 2022 | 18:13
 
 
 

A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) afirmou que será "difícil" lançar seu foguete SLS à Lua antes de novembro, após a suspensão do lançamento inicialmente previsto para esta terça-feira (27) devido à aproximação do furacão Ian.

O foguete, o mais potente já construído pela Nasa, voltou na noite de segunda-feira para o galpão no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para ficar protegido do furacão, que deve chegar a este estado do sudeste americano nesta quarta.

As próximas janelas possíveis de lançamento, determinadas de acordo com as posições da Terra e da Lua, estendem-se de 17 a 31 de outubro, e depois de 12 a 27 de novembro.

"Sabemos que o mais cedo possível é no final de outubro, mas o mais provável é que o façamos em meados de novembro", disse à CNN o chefe da Nasa, Bill Nelson.

O administrador associado da Nasa, Jim Free, já havia dito em uma entrevista coletiva na segunda-feira que um lançamento em outubro seria "difícil".

Após a passagem do furacão, a Nasa precisará de tempo para trocar as baterias do sistema de autodestruição do foguete, uma operação complexa que será realizada no edifício de montagem.

Em seguida, será preciso erguer o foguete de 98 metros de altura e transportá-lo até a plataforma de lançamento, antes de configurá-lo para a decolagem, uma manobra que também levará dias.

Este contratempo volta a adiar o lançamento da muito aguardada missão Artemis 1.

Duas tentativas de lançamento já foram canceladas no último momento, uma no final de agosto e outra no início de setembro, ambas por problemas técnicos, entre eles um vazamento de combustível durante o abastecimento dos tanques do foguete.

Cinquenta anos depois da última missão do programa Apollo, a Artemis 1 tem como objetivo verificar que a cápsula Orion, na parte superior do foguete, é segura para transportar humanos à Lua no futuro. (AFP)

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