Sem trégua

Fortes explosões abalam Kiev, capital da Ucrânia, no último dia de 2022

'Explosões foram ouvidas em Kiev! Mantenham-se a salvo!', confirmou o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, no Telegram

Por Agências
Publicado em 31 de dezembro de 2022 | 09:52
 
 
 

 
Pelo menos dez explosões abalaram Kiev, a capital da Ucrânia, neste sábado (31) — relatam jornalistas da AFP que ouviram as deflagrações. 
 
"Explosões foram ouvidas em Kiev! Mantenham-se a salvo!", confirmou o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, no Telegram. Pelo visto, a guerra não dá trégua nem no último dia do ano.
 
 
A Rússia disparou mísseis contra Kiev e outras cidades ucranianas neste sábado, 31, no segundo bombardeio desta semana, após o presidente Volodymyr Zelensky prometer reforçar a defesa aérea do país no ano novo. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que houve explosões em vários bairros da capital, e pediu aos moradores que se abriguem. Uma pessoa foi morta em uma explosão no distrito de Solomyansk, disse Klitschko, com várias outras feridas.

O vice-chefe do escritório de Zelensky, Kyrylo Tymoshenko, disse que um hotel foi danificado e que os serviços de emergência estão a caminho. Oito explosões foram ouvidas na capital.

Autoridades disseram que os sistemas de defesa aérea da Ucrânia haviam sido ativados. Uma hora depois, pedestres e veículos circulavam pelo centro de Kiev.

O bombardeio ocorreu poucos dias depois que a Rússia disparou 69 mísseis contra alvos em todo o país. Autoridades ucranianas disseram que 54 deles foram abatidos. Uma onda de drones de fabricação iraniana se seguiu na sexta-feira.

Mais cedo neste sábado, o Ministério da Defesa do Reino Unido alertou que a Rússia poderia atacar novamente nos próximos dias "em um esforço para minar o moral da população ucraniana durante o período de recesso do ano novo".

Em discurso na noite de sexta-feira, Zelensky prometeu fortalecer as defesas da Ucrânia no próximo ano contra ataques de mísseis que têm repetidamente visado a infraestrutura do país desde outubro. Garantir o fornecimento de energia estará entre as principais prioridades do governo no próximo ano, disse Zelensky.

As autoridades ucranianas dizem que estão enfrentando uma escassez crítica de peças, principalmente transformadores. Estados Unidos e aliados estão tentando enviar peças de reposição, mas estão enfrentando dificuldades para fornecer alguns dos equipamentos compatíveis com a rede elétrica da Ucrânia, baseada na tecnologia soviética.

Os aliados ocidentais de Kiev também trabalham para fortalecer as defesas aéreas da Ucrânia, ajudando a proteger parcialmente o país de ataques de mísseis e drones lançados a cada sete a dez dias.

A Rússia aposta que o apoio ocidental a Kiev diminuirá à medida que a guerra avança, e os custos de armar o país e manter sua economia aumentam. Moscou mobilizou novas tropas e recorreu a governos amigos, como o Irã, para fornecimento de armas e munições, incluindo drones.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse que não há indicação de que o presidente russo, Vladimir Putin, tenha mudado seu objetivo geral ao invadir seu vizinho. "As guerras são imprevisíveis, mas temos que nos preparar para o longo prazo e também para novas ofensivas russas. Não devemos subestimar a Rússia", disse em entrevista na sexta-feira.

Em seu discurso de Ano Novo, o chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que a União Europeia e a Otan estão mais unidas do que nunca durante a guerra na Ucrânia, que ele descreveu como um "duro teste" para seu país. Scholz prometeu apoio contínuo à Ucrânia, de acordo com trechos do discurso compartilhado com a emissora pública alemã Deutsche Welle. (AFP E Estadão Conteúdo)

 

 

Notícias exclusivas e ilimitadas

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.

Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Fique bem informado!