onda de demissões

Meta, dona do Facebook e Instagram, anuncia corte de mais 10 mil funcionários

Em comunicado, CEO do grupo, Mark Zuckerberg, ainda afirmou que eliminará de seu organograma 5 mil postos de trabalho atualmente vagos, para os quais não haverá contratação

Por Agência
Publicado em 14 de março de 2023 | 11:42
 
 
 
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A Meta, empresa proprietária das redes sociais Facebook e Instagram, vai cortar mais 10 mil postos de trabalho, após uma primeira onda de 11 mil demissões no início de novembro — anunciou o CEO do grupo, Mark Zuckerberg, nesta terça-feira (14). 

A gigante tecnológica com sede em Menlo Park, na Califórnia, também eliminará de seu organograma 5.000 postos atualmente vagos, para os quais não haverá contratação, acrescentou Zuckerberg, em um comunicado.

A lista de demitidos será divulgada no final de abril e o plano de reestruturação será executado até o final do ano. Com estas duas ondas de demissão, a Meta terá reduzido sua equipe em 24%. Esta é uma virada na política da empresa, já que nos seus quase 20 anos de existência o grupo não havia lançado nenhum plano de demissão.

Para Zuckerberg, a decisão é justificada pela necessidade de "tornar a (Meta) uma empresa de tecnologia melhor" e "melhorar os resultados financeiros em um ambiente difícil, para conseguir realizar nossa visão de longo prazo".

O cofundador do Facebook e líder visível da rede social alertou em fevereiro que 2023 deve ser "o ano da eficiência" para a Meta.

Além de cortar empregos, a empresa vai desacelerar o ritmo de contratações, acrescentou Zuckerberg, que também planeja "cancelar projetos não prioritários". O grupo anunciou previamente uma pausa nas contratações até o final de março de 2023.

Após apresentar um crescimento fora do comum desde a sua criação, o Facebook - que se tornou Meta no final de 2021 - sofre desde o ano passado com a queda na publicidade online. O movimento é acentuado pela mudança no sistema operacional do iPhone (iOS), que não permite mais que a plataforma colete tantos dados sobre seus usuários quanto antes.

Além disso, o Facebook e Instagram enfrentam uma concorrência em ascensão, especialmente da plataforma de vídeo TikTok, que está reduzindo sua participação no mercado.

Como toda a indústria de tecnologia, a Meta sofre com a alta dos juros, o que penaliza um setor que precisa de caixa para financiar seu desenvolvimento. O faturamento da Meta foi para US$ 116,6 bilhões em 2022, uma queda de 1%. (AFP)

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