Peças raríssimas

Museu na Dinamarca possui milhares de peças levadas da Amazônia

Um dos mantos que está há mais de 300 anos na Dinamarca será doado para o novo acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2024

Por O TEMPO
Publicado em 07 de agosto de 2023 | 08:57
 
 
 
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O Museu Nacional da Dinamarca guarda em seu acervo mais de 2 mil objetos, a maioria trazida após expedições dinamarquesas à Amazônia. Dentes os objetos históricos brasileiros estão quatro mantos e outros artefatos do povo Tupinambá, grupo indígena que, por volta do século XVI, habitavam diversas partes da costa do país.

No mundo, existem apenas 11 mantos dos povos tupinambás deste tipo, produzidos entre os séculos XVI e XVII. Além disso, todos estão em museus da Europa, na Dinamarca, Itália, Suíça, Bélgica e França.

O manto que está há mais de 300 anos na Dinamarca será doado para o novo acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2024. 

O objeto é feito de penas vermelhas de Guará, uma ave típica do litoral da Bahia. As penas são costuradas em uma malha por meio de uma técnica do povo indígena tupinambá. Ele mede cerca de 1,80 metro, com 80 centímetros de largura.

No entanto, conforme o diretor de pesquisa do Museu Nacional da Dinamarca, Christian Pedersen, atualmente, não há pedidos para a devolução de outros objetos históricos do Brasil.

Assim como a Dinamarca, outros países da Europa também fazem um movimento para devolução de objetos históricos aos países, durante o período de colonização.

No início de julho, a Holanda decidiu pela devolução de peças saqueadas da Indonésia e do Sri Lanka. Entretanto, no caso dos mantos, ainda não se sabe em que condições eles saíram do solo brasileiro.

Com informações de g1.

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