Pioneirismo

Portugal abre primeira escola para formar feministas; entenda o projeto

Projeto será ofertado para todas as pessoas, tanto quem já tem algum conhecimento ou interesse sobre o feminismo, como também a quem defende a igualdade de género mas recusa o rótulo de feminista

Por O TEMPO
Publicado em 17 de abril de 2023 | 10:52
 
 
 

Portugal vai abrir a primeira escola para formar feministas no país. Segundo as idealizadoras, Marta Martins e Valquíria Porto, o projeto “ manamiga” será ofertado para todas as pessoas, tanto quem já tem algum conhecimento ou interesse sobre o feminismo, como também a quem defende a igualdade de gênero mas recusa o rótulo de feminista

A escola para formar feministas foi inspirada em modelos que já existem em outros países e será inaugurada no dia 19 de Abril, em Lisboa. Os cursos e formações vão ser ministrados de forma presencial e online e pretendem criar um espaço não só de aprendizagem como de partilha de conhecimento. Uma das propostas passa por um curso mensal, chamado "Feminismo no dia-a-dia", destinado às pessoas que querem "entender um pouco melhor sobre género, [...] saber como é a linguagem não-binária" ou como se deve "portar com um colega de trabalho" ou falar com os filhos sobre o machismo, para que não o reproduzam.

Em entrevista ao portal Lusa, as fundadoras contam que a ideia central desta escola para formar feministas é combater as “camadas de opressão, de desigualdade e de exploração” das mulheres, muito presentes na sociedade”.

“Nós somos violentadas, silenciadas, temos menos oportunidades de acesso a determinados espaços e ainda há distinção de salários por gênero para o mesmo cargo, por exemplo”, explica Marta Martins, uma das fundadoras.

Marta esclarece também que o feminismo é um movimento sociocultural que se baseia na luta por direitos iguais entre os gêneros e muitas vezes é confundido com femismo - um comportamento que prega a superioridade da mulher em relação aos homens e seria equivalente ao machismo. 

Através da escola feminista, Marta Martins e Valquíria Porto acreditam que é possível caminhar para um futuro mais igual e mais justo e que o feminismo, que tem recebido críticas nos últimos tempos, é capaz abrir caminho a uma tomada de consciência.

"Queremos que as mulheres percebam que são feministas exatamente por serem a favor da igualdade de gênero. Que o feminismo é uma atitude perante a vida, uma forma de se libertar do machismo e imaginar um outro futuro, um futuro mais igual, mais justo”, finaliza Marta Martins.

*Com infomações dos portais Publico e Expresso PT. 

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