Ex-presidente dos EUA

Trump é multado em 5 mil dólares por descumprir ordem de silêncio

O juiz Arthur Engoron ordenou a Trump, de 77 anos, que pague a multa nos próximos dez dias ao Fundo de Advogados de Nova York para Proteção do Cliente

Por Agências
Publicado em 20 de outubro de 2023 | 19:09
 
 
 

O magistrado do julgamento civil contra Donald Trump por fraude financeira multou, nesta sexta-feira (20), o ex-presidente americano em 5.000 dólares (pouco mais de 25 mil reais) por não cumprir uma ordem de silêncio parcial e o ameaçou com uma possível pena de prisão por futuras violações. 

O juiz Arthur Engoron ordenou a Trump, de 77 anos, que pague a multa nos próximos dez dias ao Fundo de Advogados de Nova York para Proteção do Cliente. 

"Não se equivoquem: futuras violações, sejam intencionais ou não, submeterão ao infrator sanções muito mais severas", disse Engoron em um documento judicial. 

"Entre elas, podem incluir sanções financeiras mais severas, processar Donald Trump por desacato ao tribunal e possivelmente prendê-lo em conformidade com a Lei Judicial de Nova York", acrescentou o juiz. 

Engoron impôs uma ordem de silêncio limitada contra o ex-presidente em 3 de outubro, depois de que ele insultou o principal assistente legal do juiz em uma publicação em sua rede Truth Social.

A publicação ofensiva foi, então, apagada da Truth Social no mesmo dia, mas o juiz reclamou em sua apresentação de sexta-feira que a ofensa permaneceu em um site da campanha Trump 2024 por 17 dias, até que o tribunal pediu que fosse eliminada na quinta-feira. 

"No clima atual, as mentiras incendiárias podem provocar, e em alguns casos isso aconteceu, danos físicos graves ou algo pior", acrescentou Engoron.

Depois, o magistrado pediu aos advogados do ex-presidente (2017-2021) "que expliquem por que esta flagrante violação [de sua ordem] não deveria levar a sanções graves, incluídas multas econômicas, a acusação de Donald Trump por desacato ao magistrado e, possivelmente, seu encarceramento".

Segundo diversos veículos de comunicação locais, um dos advogados de Donald Trump, Chris Kise, justificou o ocorrido alegando um acidente, e lembrou que a publicação havia sido efetivamente eliminada na Truth Social.

"Isso é lamentável e peço desculpas em nome do meu cliente", disse Chris Kise, segundo a emissora NBC News.

As declarações virulentas de Trump fizeram com que ele também fosse proibido de fazer comentários públicos dirigidos a promotores, funcionários da Justiça e testemunhas no próximo julgamento penal em Washington por suas supostas tentativas de reverter sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 para o democrata Joe Biden.

A medida foi adotada pela juíza responsável por esse caso para minimizar os riscos de ameaças, intimidação e assédio a possíveis destinatários de mensagens de Trump nas redes sociais. (AFP)

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