Toda empresa precisa vender, isso é inquestionável. No entanto, estamos atravessando um momento no qual a maioria dos empresários se veem reféns do acaso, sobrevivendo, vislumbrando um futuro insuficiente e imprevisível. Não existem milagres ou fórmulas mágicas. A hora requer sairmos da posição de vítimas passivas e protagonizar os resultados de nossos negócios.
Nós, enquanto líderes de um ou de muitos, precisamos ter, mais do que nunca, direção, determinação, inteligência e estratégia. Mas será que temos todos esses talentos em nós? Podemos ter grandes táticas, porém, neste momento ímpar que estamos vivenciando, precisamos descobrir e redescobrir talentos dentro de nós e principalmente naqueles que nos cercam. A humanidade está em busca de uma vida livre e plena, conciliando ótimos resultados e felicidade. Será possível?
Não é difícil imaginar a dificuldade que muitos de nós e de nossas empresas estão enfrentando aos termos que passar por esse longo período com vendas em declínio ou em patamares insuficientes. Precisamos romper esse ciclo. Independentemente do tamanho de cada empresa, é hora de buscar a simplicidade. Vale a pena retomar de forma simples. Encarar os fracassos que essa pandemia trouxe como oportunidades de aprendizagem. A escassez de dinheiro não pode e não deve ser uma desculpa para a falta de criatividade.
De fato, estamos vivendo um realismo contraditório. Precisamos viver essa realidade com liberdade, otimismo e compromisso. Não podemos deixar que essa chamada “realidade contraditória” nos impeça de avançar.
Paralelamente a todo esse turbilhão, veio à minha memória uma frase do livro “Mauá: Empresário do Império”, que dizia “Empresários devem perder para que o negócio seja bom para o Estado, quando justamente é o contrário...”, que nos diz muito nos tempos atuais. Sem querer polemizar, muito menos entrar neste mérito, vale a reflexão de que precisamos fazer nossa parte, e o Estado também.
Enfim, neste momento tenho aprendido duas lições valiosas na minha opinião: a de não pressupor nada e a de experimentar.
O tempo tem me mostrado que todas as crises são uma espécie de “preparo” para projetos. Será que a partir desses desafios podem surgir um sucesso ainda maior?
Claro que cada negócio é único. Muitas vezes, é preciso diminuir a velocidade. Neste caso, a velocidade foi praticamente zerada mundialmente.
Repito: esse ciclo precisa ser quebrado. É preciso romper a inércia que nos foi imposta e começar a girar novamente. Somos capazes. Temos muito mais aliados do que inimigos. Nossa família, nossos colaboradores, nossos fornecedores, o próprio associativismo que tanto pregamos.
Enquanto o desespero se espalha, sigamos na contramão, no caminho de quem vê oportunidades, onde tantos só conseguem enxergar problemas, erros e tragédias.
Sim, é uma tragédia humanitária e econômica. Ser otimista e idealista não vai resolver essa grave realidade, mas estabelece uma sensação de confiança em nós e no nosso entorno.
Manter um ambiente de confiança, entre os envolvidos em nossas vidas e nos nossos negócios, é vital. Somos pessoas de carne e osso. Nossos stakeholders também.
Expectativas são poderosíssimas. Podem ajudar a construir ou destruir caminhos. Pensem comigo: Somos ou não mineiros apaixonados pelo Brasil? Vamos em frente!