• Teuda Bara
    Teuda Barra brinca imitando as duas máscaras que representam o teatro: tragédia e comédia
  • Teuda com a parceira de Grupo Galpão Inês Peixoto em ensaio aberto da peça
    Teuda com a parceira de Grupo Galpão Inês Peixoto em ensaio aberto da peça "Till, A Saga de um Herói Torto"; Inês agora dirige a amiga no espetáculo "Doida"
  • Por Gabriel Villela, diretor<MC> <MC1><CW-39>“</CW><CW-30>A Teuda funciona muito bem, mas se sentir
    Por Gabriel Villela, diretor: "A Teuda funciona muito bem, mas se sentir em algum momento que seu espaço para se movimentar foi limitado, apita feito um chaleira japonesa. Ela é muito solar, um dínamo tocado por um modo contínuo, que não cansa. E consegue fazer uma tragédia provocar gargalhada. Tem um conhecimento de teatro muito avançado e ao mesmo tempo é uma grande mãe, a Pacha Mama dos povos Incas. Seu abraço é o abraço de todo o Galpão. O melhor é colocar a cabeça no colo dela e pedir uma história. Ela conta 20. E vira colo de Macondo, de Gabriel García Márquez. Mas tem raiva de mim (risos). Ela pergunta se tem um céu pra atores e outro pra diretores. Diz que se tiver um só, que ela prefere ir pro inferno. E ri...”
  • Por Eid Ribeiro, diretor <MC><CW-3>“Nosso primeiro espetáculo, ‘Viva Olegário’, foi uma loucura tota
    Por Eid Ribeiro, diretor - “Nosso primeiro espetáculo, ‘Viva Olegário’, foi uma loucura total. Viajamos pro interior, pra São Paulo, pra Brasília. E a peça chegou a ser proibida por ter palavrões no texto. Fomos suspensos por 15 dias e tivemos até que apelar da decisão no Ministério da Justiça (na época não havia Ministério da Cultura). Mas acabamos retomando a peça com palavrão e tudo. Muitos anos depois, já em turnê com o Galpão pela Itália e pela França que durou três meses, estávamos viajando de trem e fizemos uma parada. Eu estava morrendo de sede e fui pedir uma água na lanchonete. Falo francês mal e porcamente, mas consigo me virar. Em seguida, veio a Teuda fazer seu pedido. Mas ela não fala francês. De repente, ela solta ‘je (eu em francês) vou ali e volto já’ e saiu. O moço do balcão ficou olhando sem entender nada e ela saiu andando. A gente se diverte muito com ela”.
  • <CW-40>Por João Santos</CW>, escritor <MC><CW-36>Na estreia de ‘Till’, estava uma loucura, os atores
    Por João Santos, escritor - Na estreia de ‘Till’, estava uma loucura, os atores se maquiando e ela vira pra produtora e diz ‘gatinha, tô desesperada, nem almocei hoje, queria uma palha italiana, arruma uma pra mim?’. Saiu a Bia Radicchi atrás da palha e conseguiu voltar só com um brigadeiro. A Teuda riu, abraçou o brigadeiro, agradeceu ‘que bom, graças a Deus’, o guardou e foi se maquiar. Na correria, chegou a Fernanda (Vianna) com a Júlia, sua filhinha com o Rodolfo (Vaz) e a Teuda começou a se derreter. ‘Júlia!!! Linda! Lindaaa!! Vem cá! Me dá um beijo!!!’ Deslumbrada com a menina, abriu mão do desejo e entregou o doce para ela. Esse caso pra mim é um símbolo da relação bonita que a Teuda tem com criança”.
  • Por Inês Peixoto, atriz e diretora <MC><CW-32>“Ela dá trabalho, porque some, se perde. Numa de nossa
    Por Inês Peixoto, atriz e diretora - “Ela dá trabalho, porque some, se perde. Numa de nossas turnês pela Europa, ela sumiu na Holanda. Saímos do hotel para pegar um ônibus e ir para o aeroporto. Estávamos todos, mas ela se perdeu. Era uma cidadezinha minúscula, mas ninguém achava ela. Procuramos no banheiro, nas lojas por perto, ninguém achava a Teuda. Por fim, nossa produtora nos mandou ir embora, porque senão íamos perder o voo e ela ficou para continuar procurando. Chamaram a polícia, ligaram pro hospital. De repente, ela aparece feito louca no aeroporto, correndo. Quando saímos do hotel, ela virou pro lado oposto e acabou entrando num trem. Estava sem bilhete, acabou sendo mandada pra delegacia. E ela não fala nenhum outro idioma. Mas acabaram entendo que ela estava perdida e, como ela tinha um roteiro de viagem do Galpão, conseguiram mandá-la pro aeroporto a tempo. O anjo da guarda da Teuda precisa ser tão sensacional quanto ela pra dar conta de tudo o que ela apronta”.
  • Por Rodolfo Vaz, ator - “Teuda na plateia a gente chama de ‘Teuda de meia casa’. Ela ri a qualquer h
    Por Rodolfo Vaz, ator - “Teuda na plateia a gente chama de ‘Teuda de meia casa’. Ela ri a qualquer hora, não interessa sé é drama ou comédia, na cabeça dela fica passando um outro filme. Durante a temporada do meu último espetáculo, ‘O Capote’, no CCBB, ela foi nos assistir e ficava dando as inconfundíveis gargalhadas, sei lá o que estava passando pela cabeça dela. Em determinado momento, eu tive que parar o espetáculo pra deixar a plateia apreciar a risada dela. Depois que a apresentação acabou, as poucas pessoas que não a conheciam vieram perguntar quem era aquela doida. Eu tenho na Teuda uma grande irmã e heroína, que também é chata e muito centrada nela, mas sempre com um olhar muito amoroso. Nós já tivemos brigas fenomenais, eu e todo o Galpão, mas que não duraram 20 minutos. Daí a pouco a gente tá se abraçando e beijando. É uma pessoa muito entregue, muito visceral. Ninguém tem os peitos daquele tamanho à toa. É teta pra todo mundo, pra muitos assuntos, muitas discussões”.