O senador Rodrigo Pacheco (PSD) discursou nesta sexta-feira (29/8) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Contagem e manteve o suspense sobre a possibilidade de ser candidato ao governo do estado no ano que vem. Lula quer Pacheco como concorrente ao Palácio Tiradentes.

"Meu futuro político será o que vocês quiserem que eu tenha", disse. Sem citar nomes, Pacheco atacou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inclusive o filho, Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos. "Quem vai para outro país trabalhar contra o Brasil é traidor da Pátria", disse.

Citou também a bandeira brasileira., que viu ser balançada entre militantes que acompanhavam o discurso. "Essa bandeira não é para enxugar rosto de fascista". Pacheco participou na cidade do anúncio de investimentos no setor viário da cidade.

Outro que foi evocado, sem ter o nome citado, foi o governador Romeu Zema (Novo), que, em entrevista à BBC Brasil, falou em 'guinchar', como carros, pessoas em situação de rua. "As pessoas não podem ser guinchadas, enxotadas. Tem de ser cuidadas. O problema social é a desigualdade", disse. 

Em outro momento, ainda tendo como alvo o atual governador, Pacheco falou das negociações sobre a dívida de Minas com a União, atualmente em cerca de R$ 160 bilhões. "É muito injusto nesse instante de negociação entre União e Estado apontar qualquer tipo de dedo ao presidente Lula ou ao ministro da Fazenda, como se fossem eles o problema dessa negociação. Sou testemunha, como autor do projeto do Propag, da boa vontade do presidente Lula para resolver o problema de Minas Gerais", disse.