BRASÍLIA - O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou que atendeu 72 pessoas atingidas pela descarga elétrica de um raio que caiu no centro de Brasília, em área que recebia a concentração de uma manifestação pela chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a Brasília. A contagem foi feita até o meio da tarde deste domingo (25/1).

Do total, 30 pessoas foram transportadas a dois hospitais públicos na região central de Brasília, sendo que oito delas apresentavam “condições instáveis”. Não foram dados maiores detalhes sobre o estado delas. Os outros 42 manifestantes atingidos foram atendidos no local da manifestação. Estes estavam "estáveis, conscientes e orientados".  

Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros disse que foi acionado por volta de 12h50, pouco mais de uma hora antes da chegada de Nikolas, "para atendimento a múltiplas vítimas em decorrência de uma descarga atmosférica (raio) na Praça do Cruzeiro, em Brasília”. 

“A Corporação atuou de forma imediata, empregando 25 viaturas, sendo 10 (dez) Unidades de Resgate (URs), para o pronto atendimento às pessoas atingidas. As equipes realizaram a triagem, o suporte pré-hospitalar e o transporte das vítimas, conforme os protocolos operacionais”, informou a corporação, destacando o número de vítimas. 

A manifestação aconteceu debaixo de forte chuva neste domingo. Os presentes tentaram se proteger com capas e guarda-chuvas, sem sucesso. Vias próximas, localizadas também na região central de Brasília, chegaram a ficar alagadas. 

O ato final foi realizado na Praça do Cruzeiro, distante cerca de 6 km da Praça dos Três Poderes, e convocado para o meio-dia. Nikolas, no entanto, chegou ao local por volta de 14h. O deputado finalizou uma caminhada de sete dias e cerca de 240 km por pautas defendidas pela direita. 

Ele saiu da cidade de Paracatu, em Minas Gerais, na última segunda-feira (19/1) e chegou ao DF no sábado (24/1). No percurso, foi acompanhado por aliados, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

O objetivo do grupo foi pressionar por pautas da direita, como a posição contrária à prisão de Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre pena na Papudinha. 

Outro foco é a situação jurídica dos condenados a até 17 anos de prisão por participação dos atos de 8 de janeiro de 2023. A oposição conseguiu aprovar no Congresso Nacional a dosimetria, mas a redução de penas foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).