BRASÍLIA - O PSB e o PDT anunciaram, nesta quarta-feira (21/10), apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão amplia a articulação política em torno da permanência do parlamentar no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027, em meio às movimentações do PL para conquistar a presidência do Legislativo.
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Em nota conjunta, as legendas justificaram a decisão pelos avanços da agenda legislativa durante a gestão de Motta e pela necessidade de construir uma maioria parlamentar capaz de assegurar a governabilidade. Os partidos também destacaram o compromisso do presidente da Câmara com propostas defendidas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a adesão das duas siglas, o grupo de partidos que declarou apoio a Motta passa a reunir 273 deputados eleitos para a próxima legislatura. O número supera os 257 votos necessários para garantir a presidência da Câmara em primeiro turno, caso todos os parlamentares apoiem a candidatura. A votação, no entanto, é secreta, e o posicionamento das legendas não assegura os votos individuais.
O PSB elegeu 15 deputados federais, enquanto o PDT conquistou seis cadeiras. As duas siglas se juntam a um bloco de dez partidos do centrão, que reúne 252 parlamentares e já havia anunciado apoio à recondução de Motta.
Partidos defendem agenda social e governabilidade
No comunicado, PSB e PDT ressaltaram a atuação da Câmara em pautas como o fim da escala de trabalho 6x1, a reforma tributária, o financiamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e medidas de fortalecimento dos microempreendedores individuais (MEIs).
As legendas também defenderam a continuidade de propostas voltadas à valorização dos trabalhadores, à redução das desigualdades sociais e ao desenvolvimento econômico do País.
O posicionamento está relacionado à estratégia de apoio à reeleição de Lula e à formação de uma base parlamentar que permita a continuidade das políticas defendidas pelo atual governo.
Avanço do PL influência articulação
A movimentação ocorreu após o crescimento do PL nas eleições legislativas. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da Câmara a partir de 2027.
Diante desse cenário, partidos de centro e de esquerda buscam consolidar uma aliança para manter Hugo Motta na presidência da Casa e evitar que o PL amplie sua influência sobre o comando do Congresso Nacional.
A eleição para a Mesa Diretora da Câmara está prevista para fevereiro de 2027, após a posse dos deputados eleitos. Até lá, Motta deverá intensificar as negociações para transformar os apoios partidários em votos e assegurar um novo mandato à frente da Casa.
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