A atuação sólida de Cauan Barros no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil contra o Botafogo foi a confirmação, dentro de campo, de um movimento estratégico nos bastidores do Vasco da Gama. O volante de 21 anos, que estava emprestado ao América-MG até dezembro, teve seu retorno antecipado sem que o clube carioca precisasse pagar a multa rescisória prevista em contrato. As informações sobre os bastidores da negociação foi detalhada inicialmente pelo jornalista Venê Casagrande.
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O movimento contou com protagonismo do diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, que liderou a negociação com o América-MG e usou um descumprimento contratual do clube mineiro como argumento decisivo para convencer o Coelho a liberar o jogador sem custos.

Durante as conversas, Admar Lopes apresentou uma cláusula contratual que previa preferência de compra ao Vasco em relação a outro jogador do América-MG. Essa preferência, no entanto, foi desrespeitada pelo clube mineiro, que negociou o atleta com outro time sem notificar o Cruzmaltino.
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Diante da infração contratual cometida pelo América-MG, o Vasco sugeriu que o valor da multa pela quebra de empréstimo de Cauan Barros fosse "compensado" pelo erro do clube mineiro. Sem muita margem para contestação, o América aceitou os termos e liberou o jogador de forma imediata, sem exigir qualquer pagamento.
Contrato renovado e valorizado
Além da movimentação nos bastidores para garantir o retorno antecipado, o Vasco tratou de valorizar Cauan Barros. O clube renovou o contrato do volante por mais uma temporada, com aumento salarial e pagamento de luvas. A diretoria entende que o jogador será uma peça importante não apenas no restante da temporada, mas também no projeto esportivo a médio prazo.