Giovanna Pires
@otempo
16/01/21
09h34

Pendência

Galo: ex-funcionários se manifestam por valores não recebidos em rescisão

Ex-colaboradores relatam falta de pagamento de parte da rescisão contratual e prometem manifestação na sede de Lourdes; clube afirma que todos os casos serão resolvidos

Ex-funcionários pretendem se reunir na porta da sede de Lourdes na segunda-feira (18) para reclamar os valores que não foram recebidos — Foto: Bruno Cantini/Atlético
Giovanna Pires | @otempo
16/01/21 - 09h34

Ex-funcionários do Atlético, demitidos em maio de 2020, alegam que ainda não receberam todos os valores da rescisão e organizam uma manifestação em frente à sede de Lourdes na próxima segunda-feira, por volta das 11h30. No ano passado, no início do período da pandemia do coronavírus, o clube reduziu em cerca de 40% o seu quadro de colaboradores. Naquela época, foram mais de 200 profissionais demitidos por causa da crise gerada pela doença. Procurado pelo Super.FC, o Atlético informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que todos os casos serão resolvidos e os pagamentos serão efetuados, mas não mencionou um prazo para essa quitação.

Segundo um ex-colaborador do clube, Marcos Félix, que trabalhava na Vila Olímpica, clube de lazer do Atlético, parte do pagamento foi feito, mas o clube ainda não deu previsão para pagar o restante. “A gente custou a receber o acerto, pois foi parcelado. O minha rescisão eu recebi parcelada em três vezes, só que até hoje o Atlético nos deve a multa de 40% e o FGTS de alguns está atrasado. Só que, sempre que ligamos lá, não existe um parecer da empresa sobre quando irá nos pagar”, afirmou o ex-funcionário Em junho de 2020, o Super.FC noticiou que os funcionários ainda não tinham recebido alguns valores referentes ao acerto.

Marcos Félix foi contratado como professor de futebol, mas exercia outras funções no clube de lazer atleticano. O ex-funcionário conseguiu um novo emprego depois de sua saída do Atlético, mas disse que essa não é a realidade de outros ex-colaboradores alvinegros. “Graças a Deus consegui um emprego, mas tinha gente com mais de 20 anos de empresa, prestes a se aposentar e de mais idade, que não. Era um valor que ajudaria demais essas pessoas e o Atlético, simplesmente, virou as costas pra todos nós. Era nossa mão de obra que ajudava os clubes de lazer e o CT, então a gente só queria esse reconhecimento e o que é nosso por direito”, desabafou Marcos. 

O ex-presidente Sérgio Sette Câmara afirmou que deixaria a gestão do clube, em 2020, sem pendências. Em dezembro, o Atlético informou que pagou os direitos de imagem dos jogadores e o salário de novembro de todos os funcionários. Porém, ainda não acertou as pendências dos profissionais demitidos.

“Estão falando que, literalmente, não tem uma data para esse pagamento ser feito, o que difere do que o Sette Câmara falou antes de encerrar o mandato dele, que deixava a presidência sem nenhuma divida para o atual presidente. Muitos de nós, que somos torcedores do Atlético, perdemos totalmente a graça de torcer, porque a gente vê o clube investindo aqui e ali e nós, funcionários, que, teoricamente, teríamos que ser a prioridade, não vimos isso acontecer com a gente”, completou Marcos.

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