Thiago Fernandes
@thirfernandes
06/07/21
18h27

Caso de Polícia

Cruzeiro: Justiça solicita investigação sobre interferência de presidente na PC

Juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno solicitou andamento das investigações por possível desvio de conduta de agentes policiais em operação que apura problemas no Cruzeiro

Sérgio Santos Rodrigues é pivô de uma denúncia anônima sobre ação da Polícia Civil de Minas Gerais — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Thiago Fernandes | @thirfernandes
06/07/21 - 18h27

A situação envolvendo o Cruzeiro e a Polícia Civil de Minas Gerais está longe de um desfecho. A pedido da defesa de Itair Machado, um dos investigados por possíveis irregularidades no clube, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais requisitou à Corregedoria Geral de Polícia Civil que enviasse informações sobre o andamento da investigação por possível desvio de conduta de agentes policiais na operação denominada Segundo Tempo.

O Super.FC teve acesso ao documento que aponta a decisão do juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno em 11 de junho passado. Ele pretende avaliar as investigações sobre uma denúncia apócrifa que relata suposta interferência do presidente cruzeirense, Sérgio Santos Rodrigues, na investigação feita pela Polícia Civil de Minas Gerais em gestões passadas.

A situação se tornou objeto de investigação na Corregedoria Geral de Polícia Civil ainda em abril passado e contou com depoimentos de delegados e agentes do órgão público.

O delegado Agnelo de Abreu Baeta concedeu depoimento à corregedoria em 19 de abril passado, 11 dias antes do início da operação denominada Segundo Tempo, para esclarecer a denúncia feita por uma carta apócrifa que aponta suposta interferência do presidente do Cruzeiro na instituição, especialmente nas ações que envolvem a investigação de possíveis irregularidades no clube. Na ocaisão, negou que tenha relação com o mandatário cruzeirense, mas confirmou ao menos quatro reuniões com o dirigente para discutir questões da investigação. O Super.FC teve acesso ao depoimento do membro da Polícia Civil.

Na declaração concedida à delegada Indiara Thomaz Froes Gomes Lamas, responsável pela Corregedoria-geral da Polícia Civil de Minas Gerais, o delegado alega que "não é amigo e nem conhece o pai de Sérgio Santos Rodrigues que foi ex-presidente do TJMG". Ele também diz que "em nenhum momento foi pago ao declarante qualquer quantia atinente a operação Segundo Tempo, seja em razão das investigações, seja em razão das eventuais manifestações".

Em que pese a declaração inicial, Agnelo Baeta confirma que, ao lado do delegado Domiciano Monteiro, "já participou de uma reunião na sede do Cruzeiro com Sérgio Santos Rodrigues e este já esteve no Departamento por umas três vezes", alegando "que o motivo de tais reuniões era exclusivamente para tratar da investigação que estávamos fazendo junto ao Cruzeiro, que foi vítima de desvios de dinheiro".

A reportagem entrou em contato com o Cruzeiro para ter uma posição oficial do clube a respeito, mas até o momento da publicação desta matéria, não obteve resposta.

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