Josias Pereira | Enviado Especial
@SuperFCoficial
05/09/19
11h33

Extrato atualizado

Eliminação faz Cruzeiro deixar de arrecadar R$ 45,5 mi em relação a 2018

A não ida à decisão fez com que a Raposa deixasse de faturar ao menos R$ 21 milhões, o prêmio destinado ao vice-campeão

Josias Pereira | Enviado Especial | @SuperFCoficial
05/09/19 - 11h33

Um baque não só no campo esportivo, mas também nas finanças. A eliminação do Cruzeiro para o Internacional na  Copa do Brasil deverá influenciar também nas contas do clube celeste. A não ida à decisão fez com que a Raposa deixasse de faturar ao menos R$ 21 milhões, o prêmio destinado ao vice-campeão, e em um pensamento macro, os R$ 52 milhões destinados ao grande campeão.

A perda dessas receitas deverá fazer com que o clube se movimente, em um plano B, junto à patrocinadores para a obtenção de receitas extraordinárias, dificultando o planejamento de austeridade que o clube planeja. O que não ficou ainda pior por conta de vendas e saídas de atletas, representando cortes na folha salarial e um incremento financeiro. Deixaram o Cruzeiro o zagueiro Murilo, o atacante Raniel e o volante Lucas Romero, todos eles em transferências que acumulam um valor total de quase R$ 30 milhões. Outras saídas no clube foram Lucas Silva e Rafinha. 

Desde a última temporada; o Cruzeiro vem baseando muito do seu faturamento em premiações de competições, como a Libertadores e a Copa do Brasil. 

Chegando à semifinal da Copa do Brasil neste ano, o Cruzeiro faturou R$ 12,35 milhões. Na Libertadores, com a queda para o River Plate nos pênaltis, ainda nas oitavas de final, a Raposa embolsou cerca de R$ 16,8 milhões. Juntos, os valores chegam a R$ 29,15 milhões, R$ 45,5 milhões a menos do que foi arrecadado em 2018 com premiações. Por ter chegado às quartas de final da Libertadores 2018, sendo derrotado pelo Boca, a Raposa capitalizou R$ 13,65 milhões na competição continental.

Na 16a posição no Brasileiro, com apenas 18 pontos, o Cruzeiro aproxima-se de um 2020 sem participação na Libertadores, o que significaria uma quebra de dois anos seguidos disputando o torneio, também impactando nas receitas futuras. 

Por conta da necessidade de honrar com compromissos urgentes, como o pagamento de salários de atletas e funcionários, o Cruzeiro teve que se valer de mecanismos como o adiantamento de cotas de patrocínio e TV. O clube ainda justificou as dificuldades com o novo modelo de pagamento estabelecido pela Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão. Mais da metade dos valores tem como data de repasse o segundo semestre.

Outro ponto destacado da eliminação do Cruzeiro foi a ausência em uma outra possível decisão: a Supercopa do Brasil, envolvendo o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil, outra possibilidade de receita e visibilidade em 2020.

A preocupação sobre a dívida do Cruzeiro é latente. Saltou de R$ 384 milhões para R$ 520 milhões, mesmo com uma arrecadação de R$ 383 milhões em 2018, 24,4% superior a 2017. O próximo balanço celeste promete “fortes emoções”.

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