Folha Press
@SuperFCoficial
24/09/19
12h12

Discursos inversos

Empresa desiste, mas Figueirense afirma que continua na Série B

A empresa comunicou à CBF que o Figueirense desistiria da disputa da segunda divisão, o clube, no entanto, rebateu, afirmando que sequer cogitou a saída da competição

Em queda, o Figueirense continua com 21 pontos em 16º lugar — Foto: Instagram/Divulgação
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24/09/19 - 12h12

Às vésperas da partida contra o Bragantino, pela 24ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, a disputa entre o Figueirense e a empresa Elephant ganhou mais um capítulo.

A empresa comunicou à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) que o Figueirense desistiria da disputa da segunda divisão do nacional. O clube, no entanto, rebateu, afirmando que sequer cogitou a saída da competição. A confederação diz que a partida desta terça-feira (24) está mantida. O Bragantino confirmou que está em Florianópolis e vai para o jogo.

"O Figueirense Futebol Clube informa que não foi comunicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre o pedido feito pelo ex-presidente, Claudio Honigman, de abandonar a disputa do Campeonato Brasileiro", disse o clube em nota oficial.

Na última sexta-feira (20), a associação divulgou seu rompimento com a Elephant, empresa que detinha a concessão dos direitos esportivos da entidade desde o ano passado. A CBF informou ainda que quem é filiado à confederação é o clube e não o CNPJ da companhia.

O Figueirense se tornou clube-empresa em 2018, quando a holding Elephant assumiu dívidas de R$ 85 milhões da agremiação e comprou por 20 anos 95% da sociedade anônima. O Figueirense ficou com apenas 5%.

Ficou acertado que por 19 anos, a Elephant ficaria com os lucros da sociedade, além dos ativos e passivos do futebol.

A sociedade contou com aporte financeiro de Marcos Meira, citado em laudo da Operação Lava Jato em outubro de 2016. Claudio Honigman recebeu depósitos de empresa controlada pelo doleiro Alberto Yousseff e é amigo do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

A falta de dinheiro fez com que a parceria tivesse problemas. Funcionários e jogadores sofreram com constantes atrasos de salários. 

No último dia 20 de agosto, os jogadores do Figueirense se recusaram a entrar em campo contra o Cuiabá por causa do não pagamento de salários. Foi a primeira vez na história das duas principais divisões do Campeonato Brasileiro que uma partida terminou em WO.

Os atletas também reclamavam que direitos de imagem também estavam atrasados, assim como não estava sendo feito o recolhimento de tributos.

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