Da Redação
@SuperFCoficial
03/10/19
14h45

Punição

Ministério Público suspende atividades de torcidas organizadas do Cruzeiro

Decisão acontece dois dias após alguns membros da Máfia Azul e Pavilhão Independente terem invadido a Toca da Raposa II, para cobrar os jogadores

Da Redação | @SuperFCoficial
03/10/19 - 14h45

Dois dias após alguns membros de duas torcidas organizadas do Cruzeiro terem invadido a Toca da Raposa II, para cobrar os jogadores celestes sobre a atual fase que o time atravessa, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) determinou, nesta quinta-feira (3), a suspensão temporária das atividades das torcidas organizadas Máfia Azul e Pavilhão Independente.

A decisão tomada por meio da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, expediu, uma medida cautelar que proíbe a partir do dia 5 de outubro e por um período de 30 dias, a participação das duas torcidas em dias de jogos, de frequentarem os estádios nacionais e de se aproximarem dos seus entornos num do raio de cinco mil metros.

A Recomendação expedida pelo MPMG à Federação Mineira de Futebol (FMF) proíbe o “uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira, instrumento musical ou qualquer objeto que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios ou seus respectivos entornos nos dias de jogos”.

Os integrantes da Máfia Azul e da Pavilhão Independente também estão impedidos, por 30 dias, de utilizarem suas sedes em dias de jogos do Cruzeiro e de torcidas rivais, sob pena de multa de R$ 50 mil reais, conforme Termos de Ajustamento de Conduta (TAC’s) assinados em fevereiro de 2008.

De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte Paulo de Tarso Morais Filho, o banimento é uma medida educativa, com caráter cautelar, previsto no Estatuto do Torcedor e no TAC e se mostra necessária.

“A participação dessas torcidas organizadas em eventos esportivos tem causado, nas últimas semanas, agravamento da violência, com risco à integridade física de torcedores desvinculados, incluindo famílias, e pessoas não envolvidas com os jogos. Não podemos deixar os atos de infração à Lei e à segurança do torcedor sem a resposta necessária”,  afirmou o promotor.

A Polícia Militar de Minas Gerais e a Federação Mineira de Futebol foram notificadas sobre a medida na manhã desta quinta-feira, dia 3 de outubro. As torcidas podem apresentar defesa em até 30 dias.

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