Vale do Ribeira

Casa flutuante e autossuficiente vira hospedagem em meio à Mata Atlântica

Diárias estão a partir de R$ 1.200. A proposta é proporcionar uma experiência de completa imersão na natureza

Por Da Redação
Publicado em 25 de agosto de 2021 | 12:39
 
 
 

O Legado das Águas — maior reserva privada da Mata Atlântica do país, em parceria com a Altar, empresa que constrói casas autossuficientes em meio à natureza  lançou agora em agosto um conceito de hospedagem diferenciado em sua área de preservação mantida no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo: uma casa em meio à represa do rio Juquiá. As diárias variam entre R$ 1.200 e R$ 1.500, dependendo da data escolhida.

A casa flutuante é fixa e fica no meio da represa, cujas margens conservam vegetação nativa da Mata Atlântica. De dentro dela, só é possível avistar água e floresta, permitindo imersão completa na natureza. "Estamos em um momento de retomada do turismo, com o avanço da vacinação e, também, de forte tendência para a prática de atividades outdoor", afirma João Francisco Whitaker G. Dias, coordenador de Negócios da Reservas Votorantim, gestora da área.

O projeto das casas flutuantes é inspirado no conceito das "tiny houses" — construção modular com filosofia embasada na autossuficiência e no minimalismo, ou seja, com menos espaço. Essa tendência de construção ganhou força nos EUA na última década, quando moradores de grandes metrópoles partiram em busca de refúgios para fugir do estresse. No Brasil, a Altar já criou duas casas na Represa de Joanópolis (SP), uma na margem e outra, flutuante como essa.

"A casa possui um sistema de filtragem robusto, que retira a água da represa para deixá-la potável para uso. A energia vem de painéis solares, e o tratamento de esgoto é feito por um biodigestor náutico", afirma Facundo Guerra, da Altar.

Refúgio

Ao todo, são apenas 50 m² de construção, com acomodação para até três pessoas. O espaço é equipado com internet e as reservas estarão disponíveis pela plataforma Airbnb a partir do dia 11 de setembro, incluindo transporte com o barco elétrico e atividades exclusivas, como banhos de cachoeira, passeios de bike, caiaque e trilhas na mata.

A reserva de 31 mil hectares administrada pela Reservas Votorantim Ltda é hoje refúgio para mais de 50 espécies de animais ameaçados de extinção, entre eles a onça-pintada e a anta albina. O corredor ecológico, que fica a 150 km da capital paulista, tem 1.576 espécies, sendo 296 aves, 322 de borboletas, 70 de mamíferos, 67 de anfíbios e répteis e 54 de peixes. Na flora, são cerca de 950 espécies.

 

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