Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (16/1), apontam que Minas Gerais lidera o crescimento do turismo no país de janeiro a novembro de 2023, com aumento de 16,5% nas atividades, mais do que o dobro de São Paulo (6,8%) e na frente de Estados potencialmente turísticos como Bahia (12,6%) e Rio de Janeiro (11,6%).
De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), esse crescimento movimentou 34 bilhões em todo o Estado e ajudou a criar cerca de 50 mil empregos na economia criativa, número que corresponde a 26% de todos os 187.866 postos de trabalho gerados até novembro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Com esses resultados positivos, os números do IBGE já não surpreendem mais os gestores do turismo. “O governo de Minas tem diversos projetos e metas, no entanto, gerar emprego e renda perpassa a imensa maioria. Esse esforço conjunto e transversal se refletiu no comércio criativo: bares, restaurantes, moda, exposições e claro, festivais que atraem turistas locais e de todo o mundo. Não espanta essa liderança nos dados do IBGE. Somos um Estado cultural e com paisagem exuberante, que se tornou o desejo de todos quererem visitar”, afirma Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo.
Uma das razões que o governo mineiro também aponta para esse crescimento constante nos dois últimos anos é a política de descentralização adotada pela Secult-MG, por meio do programa Mais Turistas, que implementa ações para fortalecer o turismo em todo o Estado, gerando mais emprego e renda. Só no ano passado, o Estado recebeu cerca de 31 milhões de turistas.
Segundo o IBGE, o crescimento do volume de atividades turísticas foi impulsionado pelos aumentos de volume de turistas utilizando os serviços de empresas dos ramos de locação de automóveis, restaurantes, serviços de bufê, hotéis, agências de viagens, transporte aéreo e rodoviário ao longo de 2023. Em Minas, oS números são constatados facilmente pela ocupação hoteleira.
Novembro
Pelo segundo mês consecutivo, as atividades turísticas recuaram, com perda acumulada de 3,4%. Em novembro, último mês investigado pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), a queda foi de 2,4%. Mesmo com esse resultado negativo, o turismo se encontra 2,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro/2020) e 5% abaixo do ponto mais alto da série (fevereiro/2014).
Dez dos 12 Estados pesquisados acompanharam o comportamento da atividade turística nacional (−2,4%). Minas Gerais teve queda de −2,5% em novembro. Das 22 atividades que compõem o índice, os maiores impactos negativos vieram do transporte aéreo de passageiros, devido ao aumento das passagens aéreas, e da receita na locação de automóveis, que subiu 9,27%.