PROCESSO

Brazão falou que Polícia Civil 'estava na mão', diz Lessa em delação

Ex-policial detalhou ações de supostos mandantes do assassinato de Marielle Franco


Publicado em 08 de junho de 2024 | 21:46
 
 
 

O ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ter matado Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, disse que a Polícia Civil do Rio de Janeiro "estava na mão". Em depoimentos à Polícia Federal, Lessa deu detalhes de conversa com Domingos Brazão, ex-deputado federal acusado de ser o mandante do crime.

Domingos Brazão teria dito que a Polícia Civil 'estava na mão' e que delegado era 'carta branca', segundo Lessa. "O Rivaldo é nosso, ele é a carta branca, sem ele ninguém faz nada. Ele (Brazão) deixou bem claro que quando falava que a Polícia Civil estava na mão, falava de Rivaldo Barbosa. Ele não falava e outro delegado, nem de um inspetor, nem de ninguém." Rivaldo 

Barbosa é ex-chefe de Polícia Civil, acusado de ser mentor do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.
Crime não poderia ser na saída da Câmara dos Vereadores. No depoimento, Lessa diz que havia uma exigência de Rivaldo Barbosa de que o crime não ocorresse em momento em que estivesse saindo da Câmara dos Vereadores.

"O crime não poderia partir da Câmara dos Vereadores. Ou seja, ela sendo seguida e morrer tendo saído da câmara dos vereadores. Teria que ser a partir do endereço da rua do Bispo".

Ronnie Lessa detalhou, em depoimentos de delação premiada, detalhes sobre o assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime ocorreu no Rio de Janeiro, em 2018. Os depoimentos foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após o ministro Alexandre de Moraes retirar o sigilo das oitivas que ainda não tinham sido divulgadas. (Folhapress)

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