BALANÇO

Sobe para 173 o número de mortos nas enchentes do Rio Grande do Sul

Defesa Civil confirmou mais um óbito neste domingo

Por Agências
Publicado em 09 de junho de 2024 | 16:34
 
 
 

O número de mortos em decorrência das chuvas no Rio Grande do Sul chegou a 173 na tarde deste domingo (9 de junho), quando a Defesa Civil do Estado confirmou mais um óbito. Trata-se de uma pessoa ainda não identificada na cidade de Roca Sales, de acordo com o governo gaúcho.

Outras 38 pessoas seguem desaparecidas no estado em razão das enchentes. O nível dos principais rios e lagos da região tem baixado gradativamente desde o começo do mês de junho e ficado abaixo da cota de inundação. O nível do lago Guaíba, por exemplo, estava em 2,89 metros, às 14h15 deste domingo, na Usina do Gasômetro, na região central de Porto Alegre. A cota de inundação neste ponto de medição é de 3,6 metros. A cota de alerta no local é de 3,15 metros.

Após a água baixar na maior parte de Porto Alegre, muitas famílias saíram dos abrigos e retornaram para suas casas, tentando retomar a vida. Mais de 460 municípios foram afetados pela tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul, que é comparada ao furacão Katrina, que em 2005 destruiu a região metropolitana de Nova Orleans, na Lousiana (EUA), atingiu outros quatro estados norte-americanos e causou mais de mil mortes.

Profissionais de saúde apontam semelhanças entre as duas tragédias, como falta de prevenção de desastres naturais e inexistência de uma coordenação centralizada de decisões. Colapso nos hospitais, dificuldade de equipes de saúde chegarem aos locais de trabalho e desabastecimento de medicamentos e outros insumos são outras semelhanças apontadas. Neste momento, uma das principais dificuldades é o reconhecimento dos corpos encontrados. A maioria das vítimas vai precisar de exame de DNA para a identificação.

O médico legista e professor aposentado Nelson Massini afirma que a putrefação de corpos se desenvolve rapidamente com a umidade. Depois de uma semana, fazer a identificação por meio de impressão digital já se torna praticamente impossível. Outra opção é usar a arcada dentária, por meio de radiografias. Quando nenhum dos dois métodos funciona, é preciso recorrer ao DNA, como deve acontecer no estado. Outra dificuldade é o fato que muitos corpos foram encontrados embaixo da terra, o que também acelera a putrefação. (Francisco Lima Neto/Folhapress)

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