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Custos com moradia obrigam mineiros a renegociar aluguel

Habitação está entre as dez maiores despesas das famílias, diz Ipead

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CIDADE-
A dificuldade de encontrar locatário fez os preços caírem
PUBLICADO EM 16/09/18 - 03h00

O aluguel e o condomínio estão entre os dez itens mais caros na cesta de gastos do belo-horizontino, segundo a Fundação Ipead, que mede a inflação na capital. Esse é um dos motivos que, diante da crise econômica, estão forçando as pessoas a rever esses valores. O estudo feito pelo grupo Mercadológica para O TEMPO em 45 cidades mineiras apontou que 29% dos entrevistados renegociaram o valor do aluguel ou do financiamento ou conhecem alguém que o fez. “O contrato terminou em janeiro de 2018. Nós nos adiantamos e propusemos reajuste zero, e depois só a inflação”, conta a artesã Maria Carolina Rodrigues, 40. Ela se refere a seu contrato de aluguel, em que conseguiu conter o reajuste por um ano. Para ela foi importante conseguir manter o valor. “Diminuiu os gastos em R$ 1.200 no ano”, comemora.

Maria Carolina conta que, como autônoma, sentiu o efeito da crise econômica dos últimos quatro anos. “As encomendas caíram em torno de 30% a 40%”, diz.

Outro efeito nocivo da crise é a dificuldade de alugar imóveis. Segundo o estudo, 49% dos entrevistados têm conhecimento de um imóvel vazio por falta de locatário. O aposentado José Cupertino dos Santos, 65, tem dois barracões no bairro Nova Esperança, na região Noroeste da capital, que estão sem inquilinos há mais de um ano. “O principal motivo para não alugar é a crise, que afeta a todos. Além da renda, tem a dificuldade de (conseguir) fiador, caução e outras restrições para alugar”, conta Santos. 

A dificuldade de encontrar locatário fez os preços caírem. De 2013 a 2017, o aluguel apresentou queda real (descontada a inflação), segundo a Fundação Ipead. “Nos primeiros oito meses de 2018, os aluguéis subiram 0,1%. Ou seja, continuam estáveis”, diz a coordenadora do setor de pesquisa do Ipead, Thaize Martins. “Identificamos redução em torno de 25% no aluguel nos últimos quatro anos”, diz a vice-presidente das administradoras de imóveis do Sindicato das Empresas Imobiliárias (CMI-Secovi/MG), Flávia Vieira. 

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