Uma mulher de 29 anos, presa por receptação de produtos furtados, foi solta pela Justiça nesta segunda-feira (12 de maio), em Belo Horizonte. Ela é suspeita de integrar a "gangue da marcha à ré" — assim chamada por arrombar estabelecimentos utilizando carros furtados, dando marcha à ré nos portões e fachadas.
Ao término da audiência de custódia, a juíza Juliana Beretta concedeu a liberdade da suspeita, mas impôs o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas, está o comparecimento periódico em juízo para informar e justificar suas atividades. Essa obrigação deve ser cumprida pelos próximos três meses, podendo ser prorrogada por mais três.
A mulher também está proibida de deixar Belo Horizonte sem autorização judicial prévia, além de se comprometer a manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos do inquérito instaurado.
Outra medida determinada pela juíza é o recolhimento domiciliar da suspeita em dias úteis, das 20h às 6h do dia seguinte. Aos sábados, domingos e feriados, o recolhimento será em período integral, pelo prazo de seis meses.
A suspeita ainda será monitorada eletronicamente para garantir o cumprimento do recolhimento domiciliar durante esse período.