Alerta

Como a fumaça em BH e o tempo seco afetam a vida das pessoas

As crianças e os idosos são os que mais sofrem com o tempo seco; leia algumas dicas de um pneumologista para amenizar os efeitos desse período sobre o corpo

Por Lara Alves e Letícia Fontes
Publicado em 19 de setembro de 2019 | 10:33
 
 
 
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O inverno é uma estação com características muito próprias em Minas Gerais: há pouca ocorrência de chuvas e o tempo costuma estar menos úmido, mais seco durante esse período do ano. Com isso, são muitos os problemas respiratórios sofridos pelos cidadãos entre os meses de junho e setembro.

Nesses últimos dias da estação, o quadro não poderia ser mais preocupante em Belo Horizonte e nos municípios da região metropolitana. Não há chuva desde junho, venta pouco e as queimadas se alastram.

Não bastasse, uma massa de ar seco sobrevoa a região desde a semana passada e, assim, as temperaturas máximas chegam até 36° nos dias mais quentes. A umidade relativa do ar despencou e, nessa quarta-feira (18), foi registrado o dia mais seco do ano - índice de 12%, um clima tão seco quanto o desértico

Assim, é preciso estar alerta às consequências do tempo tão seco sobre o organismo.  As crianças e os idosos, principalmente, são os mais afetados por essas mudanças no clima e a baixa umidade do ar. 

O tempo seco facilita a circulação de vírus e, não à toa, há aumento nos casos de doenças respiratórios nessa época do ano. A propagação de fumaça pela cidade e as altas temperaturas também contribuem para outros problemas: muitos sofrem com sangramentos no nariz, sentem os olhos ressecados e são acometidos por tosses contínuas.

O professor Cássio Ibiapina, pneumologista, explica como o tempo seco afeta a vida dos cidadãos e quais são as principais dicas para amenizar essa situação. Leia:

Minientrevista com Cássio Ibiapina, pneumologista e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Tempo seco facilita a circulação de vírus? Há um aumento de cerca de 30% dos casos de doenças respiratórios neste período. No meu consultório, agosto foi o mês que mais fiz atendimentos. Aumentam, principalmente, os casos de rinite, sinusite, crises de asma e bronquite. O que acontece é que a baixa umidade do ar dificulta o movimento dos cílios respiratórios, que varrem a sujeira e as infecções para fora.

Quais pessoas mais sofrem com o tempo seco e quais recomendações para amenizar essa situação? 

O grupo de risco é de pessoas com mais de 60 anos e as crianças com menos de 2 anos. É importante umidificar e lavar o nariz com o soro, beber água e lavar sempre as mãos. Atividades físicas devem ser evitadas entre 9h e 17h. No mais, é ter hábitos saudáveis e uma boa alimentação para manter o sistema imunológico forte.

Dicas da Defesa Civil

Para tentar aliviar a sensação de mal-estar, nos dias em que a umidade cai para índices abaixo de 30%, como nessa semana, a Defesa Civil de Belo Horizonte emite alertas em suas redes sociais e aponta algumas recomendações para se proteger do tempo. Veja abaixo:

Hidratação e esportes

- Além de reforçar a ingestão de líquidos, a população deve evitas fazer atividades físicas ao ar livre e se expor ao sol entre as 10h e as 17h; 

Sono e higiene

- Durma em local arejado e umedecido por aparelhos. Outra opção é colocar uma bacia com água no ambiente;

- Evite tomar banhos com água muito quente, pois ressecam ainda mais a pele;

- Em caso de problemas respiratórios, procure um especialista;

Alimentação

- Prefira comidas leves e frescas, como saladas, frutas e carnes grelhadas;

- Evite fritura;

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