Detroit, EUA. A montadora norte-americana General Motors (GM) anunciou ontem um aumento em seu prejuízo líquido para US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, refletindo as dificuldades enfrentadas pela empresa com o aprofundamento da crise.

A GM, que já recebeu US$ 13,4 bilhões do governo dos Estados Unidos, deveria se reunir ainda ontem com a equipe destacada pela administração Obama para cuidar do setor automotivo e pedir mais recursos. A montadora afirmou que espera um sinal dos auditores sobre se a companhia será tachada de “going concern” em seus documentos para a SEC (comissão de valores mobiliários norte-americana). Um julgamento como esse lança dúvida sobre a capacidade de uma empresa de sobreviver. Esse parecer deverá ser anunciado em março.

Em todo o ano de 2008, seu prejuízo chegou a US$ 30,9 bilhões. O diretor executivo, Rick Wagoner, previu que “as condições permanecerão desafiadoras durante 2009” e que, portanto, a montadora “está acelerando suas ações voltadas para a reestruturação” de suas operações.

Protesto. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano organizou ontem uma passeata em protesto contra o possível corte de 1.633 trabalhadores, que estão em licença remunerada. A manifestação em frente à fábrica de São Caetano (ABC paulista) aconteceu após assembleia.