SÃO PAULO. Enquanto o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, leva uma vida consideravelmente modesta, seu ex-melhor amigo e cofundador da rede social Eduardo Saverin, 30, aparenta gostar de luxo e ostentação. Com uma fortuna de US$ 2 bilhões, o brasileiro naturalizado norte-americano mora em uma cobertura luxuosa, em um dos prédios mais caros de Singapura.
Enquanto sua projeção pública se deu pelo trabalho na empresa de tecnologia, hoje avaliada em quase US$ 100 bilhões, no país asiático ele é famoso também por seus hábitos sociais. Perfil produzido pelo jornal Wall Street Journal" relata como o empresário tornou-se admirado na cidade asiática, onde é tratado como celebridade. Saverin, afirma o perfil, é frequentemente visto ao lado de modelos e de detentores de grandes fortunas. Estima-se que ele detenha cerca de 2% do capital do Facebook.
O brasileiro dirige um Bentley, usa jaquetas caras e costuma gastar milhares de dólares nos bares, principalmente em vodca Belvedere e champanhe Cristal. Sua vida no país começou em 2009 e, de acordo com pessoas próximas dele ouvidas pelo jornal, a decisão de se mudar dos Estados Unidos foi tomada em uma viagem pela Ásia, quando visitou, gostou e ficou.
Desde então, o bilionário se tornou uma celebridade local. No ano passado, por exemplo, ele levou alguns amigos para Saint Tropez, na França, e se hospedou com eles no hotel Byblos, com uma diária de US$ 8.000. Depois de ir para a festa Bagatelle Brunch, ele foi visto com três amigos e dez modelos bebendo (e borrifando uns nos outros) champanhe Cristal. Segundo o "New York Post" afirmou na época, a conta chegou a US$ 50 mil.
A fama vai desde os fãs em sua página no Facebook até os políticos que o convidam para discursar em conferências. A revista dedicada a sociedade e entretenimento "Tatler" colocou o brasileiro na sua "lista dos 300" mais influentes.
Embora a chegada do brasileiro a Singapura tenha levantado esperanças de que ele pudesse investir forte em novos negócios de tecnologia, seus investimentos são limitados, diz o texto. A participação do brasileiro em outros negócios inclui investimento em empresas iniciantes (startups) de tecnologia, como um aplicativo de comparação de preços, e até uma empresa de cosméticos. Nenhum, porém, ficou conhecido como o Facebook.
Além disso, Saverin não gosta de exposição na mídia. Recusou inúmeras entrevistas. Até mesmo para o perfil publicado pelo "Wall Street Journal", que acabou sendo feito a partir de relatos de conhecidos.
Brasileiro cofundador do Facebook leva vida boêmia em Singapura
Avesso a entrevistas, Eduardo Saverin esbanja em baladas e sai com modelos
