Um projeto de otimização logística está em andamento na Alcoa Poços de Caldas, no Sul de Minas, para substituir os caminhões que transportam soda cáustica, reduzindo as emissões de CO2.
Os veículos do tipo Vanderléia, com capacidade para 35 toneladas, estão sendo substituídos pelo modelo Canguru, com quarto eixo (uma diferença de 1,75m no total do conjunto) e capacidade de aproximadamente 40 toneladas.
Com base em previsões recentes de consumo de soda, seriam necessárias aproximadamente 1.025 viagens em 2024, entre o Porto de Santos (SP) e Poços de Caldas, se a empresa continuasse a usar o modelo Vanderléia.
Agora, com o Canguru, o número de viagens será reduzido para 894, o que significa retirar 131 caminhões da estrada, resultando na diminuição de 102 toneladas de CO2 equivalente.
Poços de Caldas
"Poços de Caldas é a unidade que apresenta a menor taxa de emissões de carbono da Alcoa em todo o mundo: já reduzimos 30% em relação a 2019 e seguimos investindo em iniciativas e projetos inovadores voltados para a descarbonização. Além de otimizar a operação, gerando produtos cada vez mais verdes para o mercado, também queremos contribuir para a ambição da companhia de zerar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2050", afirma Fabio Martins, diretor de Operações da Alcoa Poços de Caldas, acrescentando que os testes foram bem sucedidos e a operação já está funcionando integralmente com os novos veículos.
Alumínio
A unidade de Poços de Caldas, no Sul de Minas, é o marco inicial da história da Alcoa no Brasil, em 1965.
Com mais de 1.200 colaboradores entre diretos e indiretos, a unidade tem o foco em pesquisa, desenvolvimento e aplicações que têm o potencial de transformar a indústria do alumínio.
Dedicada à produção de alumina, lingotes, tarugos e pó de alumínio, a planta destina para o mercado nacional e global produtos com baixa emissão de carbono que levam o selo EcoSource.
Conforme a estratégia de mineração de baixo impacto da Alcoa, a unidade adota medidas para ampliar seu legado positivo.
Em Poços de Caldas foi instalada a primeira planta de filtração da Alcoa no Brasil, mudando a disposição do resíduo de bauxita de úmido para seco – tecnologia referência para a indústria do alumínio, trazendo inovação e sustentabilidade para o processo.