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Dois deputados mineiros devem disputar comando da Câmara Federal em 2021

Além de Fábio Ramalho (MDB), a possibilidade de André Janones (Avante) ir para a disputa tem sido ventilada nos bastidores

Qui, 03/12/20 - 13h28
Deputado André Janones (Avante-MG)
audima

Minas Gerais pode ter, pelo menos, dois nomes na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro do ano que vem. Além de Fábio Ramalho (MDB), que já avisou que vai para o páreo, a possibilidade de André Janones (Avante) ir para a disputa tem sido ventilada nos bastidores.

Uma possível candidatura do mineiro é vista como uma forma de aumentar a visibilidade dele, uma vez que o parlamentar não é muito querido entre os pares. Janones já foi alvo de representação no Conselho de Ética, no último ano, por chamar os deputados de “vagabundos” e a fama dele nas redes sociais têm desagradado os colegas. 

Em 1º de setembro, uma live dele defendendo a manutenção do auxílio emergencial em R$ 600 foi o vídeo mais comentado e compartilhado em todo o mundo naquele dia. O sucesso na internet levanta, constantemente, hashtags pressionando o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Assim, os parlamentares preferem não dar “palanque” para Janones.

Pelas redes sociais, o mineiro disse no início desse mês: “Só pra constar. Caso minha candidatura a presidente da Câmara dos Deputados se concretize, serei um candidato independente de grupos políticos. Meu único compromisso será o de pautar matérias de interesse do povo brasileiro”. 

Outro concorrente

Enquanto Janones decide, Fábio Ramalho já começou sua pré-candidatura para concorrer, novamente, à presidência do Legislativo. Essa vai ser a segunda vez que ele vai disputar o cargo e, segundo o parlamentar, na “hora certa” vai ser eleito para comandar a Casa. E,  cada vez mais, ele tem ficado próximo do Palácio do Planalto. 

Avesso à tecnologia - até hoje ele usa um telefone antigo sem acesso a aplicativos, como  WhastApp e redes sociais -, é pelo estômago que “Fabinho”, como é conhecido pelos colegas, conseguiu a popularidade e a simpatia dos parlamentares. O gabinete e o apartamento funcional dele são bastantes frequentados em almoços e jantares. 

Agora, em tempos de pandemia, ele tem usado essa estratégia com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os deputados aliados ao chefe do Executivo. Pelo menos uma vez por mês, Fabinho tem convidado deputados e ministros para almoços no Planalto, sede do governo, para momentos de descontração com Bolsonaro regado à comida mineira. 

Em 2017, o emedebista foi eleito para ser vice-presidente do Legislativo e, no último pleito pelo comando da Mesa Diretora, concorreu ao cargo de presidente, mas acabou ficando em segundo lugar, com 66 votos. Rodrigo Maia foi quem levou a melhor, com 334 votos.

Até então, para a disputa de 2021, o presidente Jair Bolsonaro tem apoiado o nome de Arthur Lira (PP-SP). Já Maia ainda depende do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se vai concorrer ou indicar outro nome.

 

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