O Cruzeiro poderia ter levado mais adiante o sonho do heptacampeonato da Copa do Brasil mesmo entrando em campo em desvantagem no jogo de volta das semifinais, ontem, diante do Internacional. Precisando pelo menos devolver aos gaúchos a derrota de 1 a 0 do primeiro duelo do mata-mata para levar a decisão da vaga à final para os pênaltis, o time do técnico Rogério Ceni começou cauteloso e seguro no Beira-Rio.
Apesar de não ter criado grandes oportunidades, manteve o equilíbrio do confronto, até sofrer o primeiro gol, aos 39 minutos da etapa inicial. Daí para frente, principalmente no segundo tempo, o Inter dominou a partida, e as chances celestes diminuíram drasticamente.
Esse cenário é mostrado nos números da derrota de 3 a 0 em Porto Alegre. De acordo com o site Footstats, o Cruzeiro manteve a maior posse de bola durante toda a partida, com quase 57% no total, mas deixou a desejar em outros quesitos. O time celeste tinha o domínio da bola, mas não evoluía. Tanto que foram apenas sete assistências para finalizações contra 16 do adversário.
Quando finalizou, o Cruzeiro também deixou a desejar, com oito conclusões erradas e apenas três certas. A Raposa também errou nove tentativas de cruzamentos e acertou apenas três durante todo o jogo. Com o Inter mais efetivo no ataque, a defesa cruzeirense rebateu mais bolas: foram 26 contra apenas 18 do time da casa.